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Temer revoga decreto que convocou Forças Armadas no DF

25 mai 2017
10h57
atualizado às 11h14
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Sob pressão, o presidente Michel Temer revogou nesta quinta-feira (25) o decreto que previa o uso de militares para proteger a Esplanada dos Ministérios, que na véspera havia sido alvo de depredação por parte de manifestantes.

Segurança havia sido reforçada ontem por soldados do Exército no Palácio do Planalto.
Segurança havia sido reforçada ontem por soldados do Exército no Palácio do Planalto.
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A decisão foi publicada em Diário Oficial. O texto justifica que a revogação se deu "considerando a cessação dos atos de violência e o consequente restabelecimento da lei e da ordem no Distrito Federal. A medida tem aplicação imediata.

A convocação das Forças Armadas pelo presidente foi criticada por parlamentares da oposição, que acusam o governo de colocar em risco a democracia país. Também dentro da base aliada houve desconforto com a medida.

A justificativa do governo para o uso das Forças Armadas foi de que não havia contingente disponível da Força Nacional de Segurança. A avaliação do Planalto foi de que houve falha na organização da segurança feita pelo governo do Distrito Federal, que não conseguiu conter o acesso aos ministérios.

O anúncio do decreto foi feito em meio à violência durante uma marcha contra Temer na capital federal. Depois de um início pacífico, a PM entrou em confronto com manifestantes na Esplanada dos Ministérios. Bombas de efeito moral e spray de pimenta foram usados contra um grupo que tentava furar o bloqueio da PM.

Um grupo de cerca de 50 manifestantes incendiou três ministérios: Agricultura, Fazenda e Cultura. Os incêndios foram controlados pelos bombeiros. Em meio à confusão, Temer ordenou que os prédios da Esplanada dos Ministérios fossem esvaziados.

Após o confronto na Esplanada, os manifestantes seguiram para a rodoviária, onde usuários do transporte coletivo foram atingidos por bombas de efeito moral e spray de pimenta lançados por policiais. Houve 49 feridos e oito detidos ao longo do dia em Brasília.

Chamado de Ocupa Brasília, o protesto foi convocado por centrais sindicais e pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que organizaram os atos contra o impeachment de Dilma Rousseff.

Segurando cartazes com a inscrição "Fora Temer", os manifestantes se posicionaram não apenas a favor da destituição do presidente e de eleições diretas, mas também contra as reformas trabalhista e previdenciária em tramitação.

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