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Política

Simone Tebet asina filiação ao PSB para concorrer ao Senado por São Paulo

Ministra do Planejamento foi recebida pelo partido em ato na Alesp

27 mar 2026 - 20h28
(atualizado às 21h35)
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A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) nesta sexta-feira, 27, para ser candidata ao Senado Federal por São Paulo.

Tebet foi recebida pelo partido em um ato de filiação na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, a deputada federal Tabata Amaral — ambos diretamente envolvidos na filiação da ministra —, além do ministro do Empreendedorismo, Márcio França, e o presidente estadual do PSB, deputado estadual Caio França.

Tebet já havia anunciado a saída do MDB, partido que ficou por quase 30 anos e onde construiu sua carreira política.

Simone Tebet, candidata do PSB ao Senado, em evento de filiação na Alesp
Simone Tebet, candidata do PSB ao Senado, em evento de filiação na Alesp
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

A mudança partidária foi necessária para viabilizar a candidatura ao Senado, já que, no Estado, o MDB é aliado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Tebet vai disputar na chapa de Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo.

Como mostrou o Estadão, a filiação de Tebet abriu um impasse no PSB paulista, que também tem o ministro Márcio França pleiteando espaço na chapa.

O evento teve apelos pela manutenção de Geraldo Alckmin na vice de Lula. Tebet afirmou, em coletiva de imprensa, que defende a permanência do vice na chapa. "Em time que está ganhando não se mexe", declarou a ministra. Antes dela, Tabata Amaral também havia reforçado o desejo do partido de reeditar a aliança.

Sobre a chapa da qual fará parte em São Paulo, Tebet disse que o PSB caminha para uma aliança com o PT no primeiro turno, mas reconheceu que há uma questão interna a ser resolvida, se referindo a Márcio França, que também gostaria de concorrer ao Senado.

"Nós, se pudermos, queremos dar uma vice ou um vice do PSB para o ministro, agora pré-candidato, Fernando Haddad, se o partido não tiver candidatura própria. Mas tudo no seu tempo"

Tebet rebateu as declarações do ex-colega de partido, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), que a chamou de "marionete de Lula".

"Está para nascer o homem que vai me direcionar e fazer de mim uma marionete", respondeu a ministra, que lamentou a declaração. "Ricardo Nunes, você foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras. Eu só pergunto se ele falaria isso se eu fosse homem, se ele teria coragem de dizer isso."

Em seu primeiro discurso após a filiação, Tebet reforçou os laços familiares com São Paulo, lembrando que as duas filhas moram há 10 anos no Estado e que o marido é nascido no interior paulista. Sem citar nominalmente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que São Paulo tem um governo "ingrato".

"São Paulo não está no rumo certo e lamentavelmente tem um governo absolutamente ingrato. Se hoje tem caixa no Estado de São Paulo, é porque tem um Presidente da República que não olha coloração partidária", discursou Simone, citando financiamentos externos bilionários que foram subsidiados e garantidos pela União.

Estadão
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