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Política

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Sempre que se coloca lucro em serviço essencial, é preciso zelar para qualidade não cair

22 mai 2026 - 11h15
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O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse nesta sexta-feira, 22, que sempre que serviços essenciais, como educação, são privatizados, é preciso que os governos zelem para que a qualidade desses serviços "não deságue".

"Isso é muito rotineiro na gestão pública. Você imagina que você vai trazer a eficiência do setor privado para dentro do setor público, mas acaba trazendo o que tem de pior, que são oportunistas que vão pegar um serviço essencial, do qual não vamos escapar, para reduzir a qualidade e cobrar por isso, oferecendo condições precárias", avaliou o ministro durante palestra sobre educação ministrada no campus da Universidade de São Paulo (USP), na cidade de São Carlos.

Segundo Haddad, houve, durante os governos dos ex-presidentes Michel Temer e Jair Bolsonaro, um movimento de desregulamentação desenfreada nos cursos de educação superior, sobretudo nas modalidades à distância, o que levou a uma queda na qualidade desses cursos. "Temos o desafio de qualificar esses cursos, sobretudo os particulares, que em virtude de ter que olhar para o lucro, ter que olhar para o acionista, sempre que se coloca a questão do lucro em um serviço essencial, como é a educação, é preciso zelar para que a qualidade não deságue", pontuou o pré-candidato petista ao governo estadual.

Para Haddad, que também já foi ministro da educação, o Brasil ainda tem o desafio de dobrar a sua força de trabalho com diploma de ensino superior. Segundo ele, essa parcela era de 9% no início do século, chegou a 23% atualmente, mas é necessário seguir crescendo.

Haddad também mencionou que não há contradição entre se buscar ampliar os investimentos no ensino superior e manter a qualidade do ensino no nível básico. Segundo ele, sua gestão à frente do ministério da Educação buscou privilegiar a formação em todos os níveis. "O mantra era investir da creche à pós-graduação. Repetíamos isso porque era o correto e para inibir o discurso de quem falava que bastava investir no Ensino Fundamental", frisou Haddad.

Estadão
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