Saiba quem são os pré-candidatos a presidente a um ano da eleição
Alguns nomes já sinalizaram, mesmo que de forma não oficial, que serão candidatos à Presidência da República em 2026
A um ano das eleições de 2026, entre os pré-candidatos à Presidência da República estão Lula, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e possíveis nomes do clã Bolsonaro, com Tarcísio de Freitas como destaque.
A apenas um ano das eleições de 2026, os partidos políticos já vêm se movimentando. De nomes consolidados a possíveis surpresas, a corrida presidencial ganha seus primeiros contornos oficiais, com algumas confirmações e suposições de candidatos à Presidência da República. O Terra apresenta, a seguir, quais nomes já se apresentaram como pré-candidatos a presidente.
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Para participar de uma eleição, os partidos políticos precisam ter seu estatuto registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com, pelo menos, um ano de antecedência do pleito. Além disso, é necessário possuir um órgão de direção constituído na respectiva circunscrição até a data das convenções partidárias.
As convenções partidárias estão previstas para ocorrer entre o fim de julho e o início de agosto de 2026, período em que os partidos oficializam seus candidatos e coligações. Os pedidos de registro de candidatura devem ser protocolados até 15 de agosto do ano que vem. As solicitações para os cargos de presidente e vice-presidente da República são feitas diretamente no TSE. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026.
Sobre o calendário completo com as datas de todas as etapas do próximo pleito, o TSE informou ao Terra que as resoluções que regulamentarão as Eleições Gerais de 2026 serão aprovadas pelo Pleno do tribunal até março do próximo ano. A definição das normas seguirá a realização de audiências públicas para receber contribuições da sociedade, conforme determina o artigo 105 da Lei das Eleições.
Veja abaixo, por ordem alfabética, os nomes que já sinalizaram, mesmo que de forma não oficial, que serão candidatos:
Eduardo Leite
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), confirmou em maio sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Eleito governador em 2018, Leite renunciou ao cargo em março de 2022, mas veio a concorrer novamente ao Palácio do Piratini no mesmo ano. Com a vitória, assegurou um segundo mandato consecutivo, e não pode disputar a reeleição em 2026.
Natural de Pelotas, no sul do estado, Leite é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Sua trajetória política começou no movimento estudantil, que o levou a filiar-se ao PSDB. Ingressou na vida pública como vereador em Pelotas, onde chegou à presidência da Câmara Municipal. Em 2012, foi eleito prefeito da cidade, cargo que exerceu até 2017, lançando-se no ano seguinte à sua primeira disputa pelo governo estadual.
Luiz Inácio Lula da Silva
Em entrevista ao SBT em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não confirmou sua candidatura às eleições do ano que vem, mas declarou que só não disputará o pleito em duas situações: se houver um problema de saúde ou se surgir um candidato "melhor". Lula completa 80 anos este ano.
As pesquisas eleitorais atuais o mostram à frente em uma eventual disputa contra outros possíveis candidatos à Presidência. Lula foi eleito pela terceira vez em 2022 (antes, ele havia vencido os pleitos presidenciais de 2002 e 2006) após a campanha mais acirrada desde a redemocratização, marcada por polarização histórica, guerra nas redes sociais, conflitos religiosos e episódios de violência.
Ratinho Júnior
O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), deu um passo importante em sua articulação para a disputa pela Presidência da República em 2026. No final de setembro, ele obteve o aval formal do partido, em um jantar realizado na casa de Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Durante o encontro com lideranças partidárias, foram definidas novas estratégias com o objetivo de viabilizar sua campanha ao Palácio do Planalto, sinalizando o compromisso da sigla em apoiar suas pretensões.
Ratinho Junior é um político de origem paranaense, empresário e figura pública conhecida nacionalmente por sua trajetória familiar na televisão. Ele se define como um nome da direita moderada, com forte apelo ao setor do agronegócio e a uma gestão focada em privatizações.
Romeu Zema
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), lançou sua pré-candidatura à Presidência em agosto, e sempre se alinhou a pautas bolsonaristas. Em seus discursos, ele já defendeu a anistia, criticou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, propôs a saída do Brasil dos Brics e prometeu "varrer o PT do mapa".
O empresário do varejo, eleito e reeleito no primeiro turno em Minas Gerais (2018 e 2022), obteve na última eleição 56,18% dos votos válidos, somando mais de 6 milhões de eleitores.
Ronaldo Caiado
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), decidiu lançar sua candidatura à Presidência da República em abril deste ano, apesar de enfrentar a oposição interna de seu próprio partido e de uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que, na ocasião, representava um obstáculo. Posteriormente, a inelegibilidade foi derrubada por unanimidade. Médico e com fortuna consolidada no agronegócio, Caiado busca se posicionar como uma alternativa moderada no campo da direita.
Para superar o desconhecimento nacional e tentar transpor as fronteiras de Goiás, ele tem investido em gestos simbólicos, como apoiadores usando camisetas verdes, amarelas e azuis em seu evento de lançamento, coloração incorporada pela direita radical. A inelegibilidade de Caiado decorre do uso do Palácio das Esmeraldas para realizar eventos em apoio a Sandro Mabel, candidato do União Brasil à Prefeitura de Goiânia na eleição municipal de 2024.
Incerteza do clã Bolsonaro
Aliados da direita veem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como o principal nome para suceder Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial -- dada a inelegibilidade do ex-presidente e sua condenação por tentativa de golpe de Estado--, embora não haja nenhuma confirmação oficial sobre a candidatura.
A indicação, no entanto, não conta com apoio unânime da família Bolsonaro. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já protagonizou uma série de ataques públicos ao governador. Em um dos embates, o filho do ex-presidente criticou as tentativas de Tarcísio de reverter o aumento de 50% nas tarifas de importação para produtos brasileiros nos EUA, decretado por Donald Trump, classificando a atitude como "subserviência servil às elites".
A resistência de Eduardo coloca em dúvida a capacidade do clã Bolsonaro de chegar a um consenso para apoiar Tarcísio como candidato. Enquanto isso, o governador mantém publicamente o discurso de que disputará a reeleição em São Paulo em 2026, ainda que realize movimentações que não descartam totalmente uma candidatura à Presidência.
Do lado bolsonarista, além das incógnitas sobre Tarcísio, outros nomes são especulados: Eduardo Bolsonaro já manifestou o desejo de concorrer, embora em um cenário considerado pouco provável, e Michelle Bolsonaro também aparece entre as cotadas para a disputa.