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Política

Presidente do PPS processará empresária que denunciou propina

1 dez 2009 - 17h03
(atualizado às 20h10)
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Em nota divulgada nesta terça-feira, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disse que pretende processar a empresária Nerci Soares Bussamra, diretora da Uni Repro Serviços Tecnológicos. A empresária aparece um dos diálogos gravados pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, acusando o partido de praticar chantagem e pedir propina para manter um contrato no valor de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A PF investiga um esquema de pagamento de propina para deputados distritais, liderado pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).

O interlocutor da empresária na gravação é Durval Barbosa, então secretário de Relações Institucionais do governo de Arruda e autor da gravação feita com autorização judicial a pedido da PF. No diálogo, a empresária diz que Fernando Antunes, presidente do PPS-DF e subsecretário de Saúde, achacou a empresa por meio de uma auditoria nos contratos e pediu dinheiro para o PPS.

A pasta da Saúde no Distrito Federal era comandada pelo deputado Augusto Carvalho, também do PPS. Na segunda-feira, o partido anunciou que deixará a secretaria. A sigla determinou também que seus filiados deixem seus cargos no governo. O contrato da Uni Repro com a Secretaria de Saúde prevê a prestação de serviços gráficos e tem valor de R$ 1,6 milhão mensais.

Em nota, Augusto Carvalho diz que o depoimento de Durval Barbosa é "inteiramente falso" e que determinou a realização de auditoria para apurar o pagamento por serviços não prestados pela Uni Repro. O ex-secretário informa que afastou o executor do contrato e determinou a suspensão do pagamento. Carvalho diz que não recebeu recursos de origem ilícita e que as acusações são represálias às ações tomadas durante a sua gestão na pasta.

O presidente nacional da sigla disse que seu nome não pode ser jogado na lama porque alguém, "em um jogral combinado de bandidos, grava a si próprio e a sua cúmplice". "Não seria uma gravação de um bandido com uma empresária insatisfeita com a atuação de meu partido à frente de uma secretaria do Distrito Federal que iria manchar minha história. O PPS não aceitou participar de nenhuma prática ilegal, conforme deixou claro o diretório regional. Isso desagradou aqueles que têm negócios com o governo", diz a nota. "Vou à Justiça com a certeza de que essa farsa cairá por terra", afirma Freire.

O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados neste fim de semana, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.

O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".

As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.

Agência Brasil Agência Brasil
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