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Política

Presidente da CPI da Petrobras pede que PF apure denúncia

5 ago 2014 - 16h40
(atualizado às 16h44)
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O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou que reuniu-se nesta terça-feira com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, para pedir que o órgão apure denúncia publicadas na última edição da revista Veja. Segundo a publicação, a presidente da Petrobras, Graça Foster; o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e o ex-diretor da Área Internacional Nestor Cerveró "tiveram acesso antecipado às perguntas e foram treinados para responder aos questionamentos“ da comissão.

"O fato colocado na revista Veja suscita investigação", disse o senador, lembrando que ontem pediu à diretoria-geral do Senado a abertura imediata de sindicância para investigar a suposta participação de servidores em vazamento de informações a depoentes da CPI.

Sobre a sindicância, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), adiantou que vai atender ao pedido do senador Vital do Rêgo e autorizar a investigação interna. "A CPI é uma instituição que não pode sair arranhada. É um instrumento fundamental de fiscalização e de cumprimento do papel do Legislativo. Então, é preciso esclarecer tudo na forma do que foi denunciado", destacou. Renan defendeu ainda continuidade sem prejuízo das atividades da CPI.

Segundo o senador Vital do Rêgo, a CPI da Petrobras no Senado ainda tem um mês e meio de trabalho pela frente, até apresentação do relatório, e os trabalhos serão mantidos. "Vamos continuar na apuração dos fatos. É a nossa missão. A CPI não pode ser suspensa até por um dever constitucional e institucional do Senado". No primeiro dia do esforço concentrado do Congresso, o assunto estava entre os mais comentados entre parlamentares do governo e da oposição. A senadora Vanessa Graziotion (PCdoB-AM), uma das mais atuantes na CPI da Petrobras no Senado, cobrou apuração das denúncias.

"Eu reprovo porque isso não é comum, é completamente desnecessário, porque todas as perguntas feitas pelo relator são perguntas óbvias que qualquer senador faria e os depoentes já deveriam estar preparados para aquele tipo de pergunta. Se isso tiver ocorrido, e eu não sei se ocorreu, não é algo aceitável e é completamente desnecessário."

Agência Brasil Agência Brasil
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