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Política

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Eduardo Bolsonaro critica obrigatoriedade de vacinas no Brasil: 'respeito à liberdade'

Ex-deputado federal que se autoexilou nos EUA afirma que assinou documento para não vacinar a filha

7 ago 2026 - 23h10
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro publicou nesta sexta-feira, 7, um vídeo em que critica a obrigatoriedade da vacinação para crianças brasileiras. A lei está prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

"No Brasil, papai Lula obriga que todas as crianças se vacinem com tudo quanto é tipo de coisa. E se der alguma coisa errado, certamente ele não será o responsabilizado", afirmou o ex-parlamentar em vídeo publicado no X.

Ele disse ter assinado uma declaração no Texas (estado em que se exilou com a família) para isentar a filha da obrigatoriedade de vacinação e matriculá-la em uma escola. Ele afirmou que o modelo texano deveria ser adotado no Brasil.

Postagem de Eduardo Bolsonaro em seu Facebook: "Não estava agenda", "a foto é IA"... Jovem, aprenda: a cada gol, o grito dos que desejam seu fracasso. Apenas siga adiante. O melhor ainda está por vir!
Postagem de Eduardo Bolsonaro em seu Facebook: "Não estava agenda", "a foto é IA"... Jovem, aprenda: a cada gol, o grito dos que desejam seu fracasso. Apenas siga adiante. O melhor ainda está por vir!
Foto: Eduardo Bolsonaro via Facebook / Estadão

"Imprimi esse papel em casa aqui, do governo do Texas, assinei, trouxe em uma espécie de cartório, só que sem fila. Paguei 10 dólares e tá feita a declaração juramentada, onde eu fico responsável pela minha filha não tomar vacinas", disse o irmão do candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que uma grande fabricante de vacinas, durante a pandemia, isentava-se de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais na própria bula do produto. Para ele, esse episódio reforça a necessidade de o Brasil copiar a política americana, que classificou como uma política de liberdade. Segundo o ex-parlamentar, os pais é que sabem o que é melhor para os filhos, e não deveria existir responsabilização compartilhada com o Estado.

"Até porque se ocorrer algum efeito colateral, ninguém do governo vai ser responsabilizar. Ou talvez muito pelo contrário, né? Vão até abafar uma investigação, que só aumenta a suspeita", afirmou Eduardo.

Estadão
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