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Política

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Professor Aragón critica educação no RS e defende maior participação popular nas decisões

Para ele, a ideia de que "todo o poder emana do povo" não deveria ser apenas uma expressão retórica, mas resultar em instrumentos efetivos de participação popular nas decisões do Estado

8 ago 2026 - 08h27
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Em entrevista ao programa Raio X desta sexta-feira (7), o Professor Aragón criticou a atuação do governo estadual na área da educação e afirmou que o setor "deixou muito a desejar". Ao comentar a trajetória das políticas públicas no Rio Grande do Sul, ele também citou o governo de Antônio Britto e afirmou que, a partir da década de 1990, o Estado teria começado a perder espaço na garantia de direitos sociais. Para Aragón, a educação deve ser tratada como instrumento de transformação da sociedade.

Foto: Porto Alegre 24 Horas / Porto Alegre 24 horas

O professor também destacou a importância da escola pública na formação dos brasileiros e afirmou que muitas pessoas acabam esquecendo a influência dos professores em suas trajetórias, inclusive políticos eleitos. Segundo ele, a maioria da população passou parte significativa da vida escolar em instituições públicas. Aragón também mencionou as lições deixadas pela pandemia de covid-19 e defendeu a universalização do ensino, relacionando a experiência daquele período à importância do Sistema Único de Saúde (SUS), que, segundo ele, foi fundamental para a vacinação da população independentemente da condição financeira.

Durante a entrevista, Aragón também afirmou que o Brasil não vive um "Estado democrático pleno" e defendeu a criação de mecanismos que ampliem a participação da sociedade em decisões políticas. Como exemplo, mencionou a possibilidade de consulta popular sobre a venda de empresas públicas. Para ele, a ideia de que "todo o poder emana do povo" não deveria ser apenas uma expressão retórica, mas resultar em instrumentos efetivos de participação popular nas decisões do Estado.

Por fim, o professor explicou diferenças entre o princípio da legalidade aplicado aos setores público e privado. Segundo Aragón, enquanto no setor privado é permitido fazer aquilo que a legislação não proíbe, no setor público os agentes só podem realizar ações expressamente autorizadas pela lei. Ele avaliou que o desconhecimento dessa diferença pode levar candidatos eleitos a dificuldades no exercício de cargos públicos, já que a administração pública possui limites legais mais rígidos para sua atuação.

Porto Alegre 24 horas
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