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Foragido, presidente do Água Santa promete se entregar à polícia

Paulo Korek é apontado como 'testa de ferro' do PCC no setor de transportes por meio das empresas Translíder e A2 Transportes

19 set 2026 - 17h58
(atualizado às 18h30)
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Resumo
Foragido sob acusação de atuar como testa de ferro do PCC no setor de transportes, o presidente do Água Santa, Paulo Korek, prometeu se entregar à Corregedoria da Polícia Civil alegando ter sofrido extorsão. Ele é alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo MP e pela Polícia Civil, que apura a infiltração da facção criminosa em 12 empresas de ônibus de São Paulo. A investigação já levou à prisão do ex-presidente da SPTrans, Levi Oliveira, e à entrega do ex-vereador Milton Leite à Justiça.
Paulo Korek de Farias
Paulo Korek de Farias
Foto: Reprodução/Facebook Água Santa / Estadão

A defesa do presidente do Água Santa, Paulo Korek, procurou a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo para comunicar que ele pretende se entregar neste sábado, 19. Paulo Camarão, como é conhecido, está foragido desde quinta, 17, quando foi alvo de uma operação da instituição em parceria com o Ministério Público do Estado por suspeita de atuar como "testa de ferro" do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transportes por meio das empresas Translíder e A2 Transportes.

O advogado Roberto Vasco, que representa Paulo Korek, decidiu procurar a Corregedoria, órgão destinado a investigar a conduta dos próprios policiais civis, porque o empresário afirma ter sofrido uma tentativa de extorsão.

A orientação dada pela Corregedoria foi para que Paulo Korek se apresente em Mogi, onde deve ser ouvido pelo corregedor-geral, João Batista Palma Beolchi. O advogado Roberto Vasco disse ao Estadão que o cliente deve se apresentar na sede do órgão de controle, no centro da capital.

Na sexta, 18, o ex-presidente da Câmara dos Vereadores da capital, Milton Leite (União), que também estava foragido, se entregou. Ele passou por audiência de custódia na tarde deste sábado, 19.

Milton Leite se entrega à polícia após ser alvo de operação contra o PCC, diz jornal:

Operação Vectura Corrupta

A operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na última quinta, 17, indica que o PCC teria conseguido influência ou controle sobre 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital. São elas:

  • Viação Transcap Transportes
  • Alfa Rodobus Transportes
  • Transwolff Transportes
  • A2 Transportes
  • Imperial Transportes
  • Move Buss Transportes
  • Pêssego Transportes
  • Allianz Transportes
  • Transunião Transportes
  • Qualibus Transportes
  • Norte Bus Transportes
  • Spencer Transportes

A investigação surgiu como um desdobramento da Operação Decúrio a partir de elementos encontrados em aparelhos celulares de suspeitos. O material deu às autoridades mais informações sobre os empresários do setor e o crime organizado.

Além de supostos membros do PCC, intermediários, advogados e representantes das empresas, também foi preso o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira.

Estadão
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