Foragido, presidente do Água Santa promete se entregar à polícia
Paulo Korek é apontado como 'testa de ferro' do PCC no setor de transportes por meio das empresas Translíder e A2 Transportes
Foragido sob acusação de atuar como testa de ferro do PCC no setor de transportes, o presidente do Água Santa, Paulo Korek, prometeu se entregar à Corregedoria da Polícia Civil alegando ter sofrido extorsão. Ele é alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pelo MP e pela Polícia Civil, que apura a infiltração da facção criminosa em 12 empresas de ônibus de São Paulo. A investigação já levou à prisão do ex-presidente da SPTrans, Levi Oliveira, e à entrega do ex-vereador Milton Leite à Justiça.
A defesa do presidente do Água Santa, Paulo Korek, procurou a Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo para comunicar que ele pretende se entregar neste sábado, 19. Paulo Camarão, como é conhecido, está foragido desde quinta, 17, quando foi alvo de uma operação da instituição em parceria com o Ministério Público do Estado por suspeita de atuar como "testa de ferro" do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de transportes por meio das empresas Translíder e A2 Transportes.
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O advogado Roberto Vasco, que representa Paulo Korek, decidiu procurar a Corregedoria, órgão destinado a investigar a conduta dos próprios policiais civis, porque o empresário afirma ter sofrido uma tentativa de extorsão.
A orientação dada pela Corregedoria foi para que Paulo Korek se apresente em Mogi, onde deve ser ouvido pelo corregedor-geral, João Batista Palma Beolchi. O advogado Roberto Vasco disse ao Estadão que o cliente deve se apresentar na sede do órgão de controle, no centro da capital.
Na sexta, 18, o ex-presidente da Câmara dos Vereadores da capital, Milton Leite (União), que também estava foragido, se entregou. Ele passou por audiência de custódia na tarde deste sábado, 19.
Operação Vectura Corrupta
A operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo na última quinta, 17, indica que o PCC teria conseguido influência ou controle sobre 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo da capital. São elas:
- Viação Transcap Transportes
- Alfa Rodobus Transportes
- Transwolff Transportes
- A2 Transportes
- Imperial Transportes
- Move Buss Transportes
- Pêssego Transportes
- Allianz Transportes
- Transunião Transportes
- Qualibus Transportes
- Norte Bus Transportes
- Spencer Transportes
A investigação surgiu como um desdobramento da Operação Decúrio a partir de elementos encontrados em aparelhos celulares de suspeitos. O material deu às autoridades mais informações sobre os empresários do setor e o crime organizado.
Além de supostos membros do PCC, intermediários, advogados e representantes das empresas, também foi preso o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira.

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