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Política

PF deve investigar homicídios sem solução citados por Lessa durante delação

Entre os casos, está o homicídio do candidato a vereador e ex-presidente da Portela, Marcos Falcon, em 2016

26 mar 2024 - 14h26
(atualizado às 15h47)
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Foto: Reprodução: Redes Sociais

A Polícia Federal deve conduzir as investigações de homicídios que supostamente têm a participação do crime organizado do Rio de Janeiro, mas que não foram solucionados pela Polícia Civil. O ex-policial militar Ronnie Lessa citou outros 11 crimes em sua delação, além das mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes

De acordo com o jornal O Globo, para a PF e o Ministério da Justiça, os depoimentos do ex-PM – acusado de ser o executor dos disparos contra a vereadora – e de outros investigados e testemunhas podem ajudar a concluir casos envolvendo tráfico, milícias, jogo do bicho e disputa por territórios, incluindo os crimes executados pelo Escritório do Crime, grupo que Lessa fazia parte como um dos matadores de aluguel. 

Conforme o relatório da PF sobre o caso Marielle, houve omissão e ações de sabotagem por parte da Polícia Civil, enquanto Rivaldo Barbosa era chefe do setor, onde o crime organizado encontrou um refúgio. 

“Conforme visto em linhas recuadas, a Divisão de Homicídios da PCERJ, devidamente capitaneada por Rivaldo Barbosa, se tornou um ambiente pernicioso para que organizações criminosas das mais diferentes espécies encontrassem ali um refúgio para a impunidade dos seus crimes. Independentemente da área de atuação do grupo criminoso, fatalmente sua atuação resvala na prática de homicídios, o que, consequentemente, atrai a atribuição da referida divisão”, diz o documento. 

O delegado foi preso preventivamente no último domingo, 24, juntamente com os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, deputado federal e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, respectivamente. A família é suspeita de ser mandante do crime que vitimou a vereadora e seu motorista. 

Além do caso Marielle, Lessa cita também o caso do candidato a vereador e ex-presidente da Portela, Marcos Falcon, em 2016. Ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, o delegado Brenno Carnevale informou que Marcelle, filha de Falcon, trouxe fatos que corroboram com indícios de existência de um esquema de corrupção no DHC.

“Em outro depoimento, Marcelle narrou outro fato que mostra que a DH chefiada por Rivaldo, além de ser conivente com os homicídios envolvendo a participação de milicianos e contraventores, dos quais recebia vantagens indevidas, alertava alvos de investigação quando da menção de seus nomes em procedimentos criminais ou quando da existência de medidas restritivas em desfavor deles, como ocorreu com Falcon”, diz o documento ao qual o Terra teve acesso.

Além disso, Marcelle também teria avisado que Rivaldo tinha contato com Falcon e que teria marcado um encontro com o delegado pouco tempo antes de ser morto, mas que não ocorreu devido ao homicídio do ex-Portela. Carnevale também teria revelado a ela o sumiço repentino de peças do inquérito sobre o caso de seu pai. 

O delegado também contou que o inquérito que apurava a morte do contraventor Haylton Escafura, em 2017, foi retirado de sua carga, sem quaisquer explicações, por determinação de outro delegado. 

“Por fim, destaca-se trecho do depoimento de Brenno em que ele é veemente ao demonstrar a ineficácia da DHC na resolução de crimes que envolviam autoria de milicianos e contraventores: ‘não se recordando de qualquer homicídio esclarecido que resultasse na prisão ou denúncia contra contraventor ligado ao jogo do bicho’”.

Outros crimes

Em sua delação, Lessa informou que foi contratado pelo bicheiro Bernardo Bello para matar a ex-presidente do Salgueiro Regina Celi, entre 2017 e 2018. No entanto, o crime não ocorreu. 

Entre os casos com suposta sabotagem da investigação, está a morte de José Luis de Barros Lopes, o Zé Personal, em 2011, em um centro espírita no bairro da Praça Seca. Na ocasião, ele foi surpreendido por três homens encapuzados que dispararam diversas vezes contra ele. A vítima era genro de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, bicheiro e ex-patrono do Salgueiro. 

Durante as investigações do caso Marielle, o ex-policial militar Edmilson da Silva de Oliveira, o Macalé, foi assassinado, em 2021. Ele é apontado como elo entre Lessa e os irmãos Brazão. 

Agora, a polícia avalia se o material apreendido durante a operação que prendeu Rivaldo Barbosa e Chiquinho e Domingos Brazão vão trazer novos elementos que corroborem com o inquérito.  A previsão é de que os três sejam encaminhados para presídios federais diferentes e aceitem colaborar com a Justiça.  

Fonte: Redação Terra
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