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Política

Michelle Bolsonaro chora ao falar da filha e revista da polícia em sua casa: ‘É muita humilhação’

Em clima de culto na Paulista, Michelle contou não ter tido dias fáceis e que sente na alma a dor "da injustiça"

7 set 2025 - 18h31
(atualizado às 23h13)
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Resumo
Michelle Bolsonaro emocionou-se na manifestação de 7 de setembro na Avenida Paulista, criticou a vigilância policial sobre sua casa e pediu anistia ampla, reafirmando apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em ato, Michelle Bolsonaro chora ao falar da filha e revista da polícia em casa: ‘Muita humilhação’:

Michelle Bolsonaro não conteve as lágrimas ao falar à multidão na manifestação de 7 de setembro, na Avenida Paulista, neste domingo, 7. "É muita humilhação", disse a ex primeira-dama ao contar detalhes sobre a nova rotina de sua família, que é impactada pela prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em clima de culto, com uma música emotiva ao fundo, Michelle contou não ter tido dias fáceis e que sente na alma a dor "da injustiça" que sua família está vivendo. "Eu vejo isso acontecer todos os dias na porta da minha casa", disse, dando foco ao esquema de segurança em torno de sua casa, que tem como objetivo prevenir uma possível fuga de Bolsonaro.

Michelle narrou que vê "os policiais que vigiam sua casa" e que sua filha de 14 anos tem o carro revistado todos os dias ao ir para a escola -- fato que a emocionou ainda mais ao relembrar. "É muita humilhação o que estamos vivendo. Mas faz parte do processo e nós vamos sair mais fortes", afirmou.

Michelle Bolsonaro chegou ao ato com uma almofada com a imagem de seu marido
Michelle Bolsonaro chegou ao ato com uma almofada com a imagem de seu marido
Foto: Beatriz Araujo/Portal Terra

Ela contou também que policiais vigiam os muros de seus vizinhos para ver se há possibilidade dele usar como meio de sair de sua casa. "Um homem de 70 anos, que levou uma facada e que fez uma cirurgia de 12 horas recentemente, esse homem vai pular um muro? Parece brincadeira".

"Jair Messias Bolsonaro ama sua nação e ama seu povo, e está sofrendo. Mas eu fala para ele todos os dias: nós vamos vencer. Você não vai desistir, porque tem um povo que te ama e que te espera. E 2026 é logo alí", declarou.

Do início ao fim ela foi acolhida pelos manifestantes, que entoaram seu nome, "anistia já" e "volta Bolsonaro" algumas vezes. 

Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto, não pode participar de manifestações do tipo -- nem "por meio de terceiros", como ocorreu durante manifestação passada, sendo o motivo para suas medidas cautelares serem revertidas em prisão domiciliar pelo ministro Alexandre de Moraes.

Bolsonaro é réu pelo caso da trama golpista, cujo julgamento está acontecendo, mas sua prisão domiciliar está vinculada a outro processo, que corre paralelamente no STF. No caso, se trata do inquérito que aponta que as ações do deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, com o apoio do ex-presidente, tiveram como objetivo pressionar o Supremo a desistir da ação penal da trama golpista. Nisso, ambos foram indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e abolição do Estado Democrático de Direito.

Michelle seguiu quase todo seu discurso sem nomear "os inimigos da noção". No fim, retomou pautas que são de seu costume e pediu para que a multidão desse as mãos para rezar um Pai Nosso. Nessa hora, ao pedir por "presos politicos" como a 'Debora do Batom' -- mulher que pichou com batom a frase "Perdeu, mané" na estátua da Justiça e foi condenada a 14 anos de prisão --, ela também citou o ministro Alexandre de Moraes pela primeira vez.

"Que Deus toque nos corações das autoridades e que eles possam experimentar da misericórdia. Se Moraes se arrepender, o senhor vai perdoar. Vamos orar, para que aconteça um milagre", disse. No fim, ela clamou por anistia ampla e irrestrita.

No momento, circula uma minuta de anistia de autoria do líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), com pedidos abrangentes. O texto ainda não foi protocolado, e a mobilização é para que a Câmara dos Deputados coloque a questão em pauta. 

Para a anistia sair do papel e virar lei, o trâmite precisa envolver aprovação do Senado e sanção do presidente Lula. Possíveis vetos do presidente podem ser derrubados pelo Congresso Nacional mas, mesmo assim, o assunto pode vir a ser analisado pelo STF — para avaliar se a lei está de acordo com a Constituição. 

A anistia ampla que está sendo idealizada prevê o perdão, inclusive, a quem vier a ser investigado por golpe de Estado. Em uma das versões compartilhadas na frente bolsonarista, por exemplo, há pontos que buscam reverter a inelegibilidade de Jair Bolsonaro — que o proíbe de disputar a corrida eleitoral de 2026.

Manifestantes bolsonaristas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 7, Dia da Independência
Manifestantes bolsonaristas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 7, Dia da Independência
Foto: Beatriz Araujo/Terra
Fonte: Redação Terra
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