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Política

Flávio Bolsonaro: Artistas e imprensa trabalham para desarmar o povo

27 fev 2026 - 16h24
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, defendeu nesta sexta-feira, 27, o armamento da população e afirmou que a imprensa e artistas trabalham para "desarmar o povo".

"Lá em 2005, no referendo do desarmamento, pouquíssimas pessoas do lado da política defenderam o direito à legítima defesa, defenderam a vida. Do outro lado, artistas, imprensa, tudo que você possa imaginar, para desarmar o povo, tirar esse instrumento de defesa da vida, da propriedade, da família", afirmou, durante evento em São Paulo.

Flávio voltou a defender o endurecimento das leis penais e a construção de presídios como solução para aliviar a crise de segurança pública.

"O que cada um de nós vai defender este ano nas ruas é se o Brasil vai seguir o caminho da prosperidade, com leis penais mais duras, com criminosos perigosos ficando mais tempo presos, com construção de presídios, com tratamento às mulheres com o rigor da lei. Não adianta covarde que bate em mulher ficar solto. Muitas vezes assassinos de mulheres não ficam presos, ou recebem benefícios", falou.

O senador também defendeu a sanção integral do projeto de lei antifacção: "Vamos ver se o presidente da República vai sancionar integralmente, de que lado ele está, do lado da vítima ou do lado dos bandidos", disse.

'Filho de Gepeto'

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) subiu o tom durante o evento e chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de "Filho de Gepeto", em uma referência ao Pinóquio, personagem com o hábito de mentir.

"O PT passou 17 anos nos últimos 23 governando esse País. Será que você vai querer continuar vivendo desse jeito, acreditando em mentiroso, em filho de Gepeto? Ninguém suporta mais isso", declarou, em São Paulo.

Jair apoiou vacinas

Flávio afirmou que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apoiou a vacinação contra a Covid-19. Bolsonaro, na verdade, foi crítico às vacinas e falou que seria problema das pessoas se elas virassem jacaré após imunizadas.

"Dizem que Bolsonaro não gosta de pobre. O presidente Bolsonaro sustentou este País com o peito e na raça, garantindo assistência, vacina para todo mundo", declarou o pré-candidato.

Flávio Bolsonaro voltou a associar a eleição de Lula ao apoio de criminosos: "O presidente Lula, quando é declarado eleito, os presídios se manifestam. Quem está nos assistindo, você quer ficar ao lado de estupradores, assassinos, sequestradores, ladrões de celulares que comemoram a declaração de eleição do atual presidente da República?", perguntou à plateia.

O senador também criticou a gestão de estatais e a condução da economia pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad: "O pior prefeito da história de São Paulo, 'Taxad', não pode ver um bolso de alguém que já quer taxar. É inacreditável o massacre que ele faz sobre os contribuintes, castigando o povo trabalhador com o aumento de imposto toda hora. Mais de 37 impostos aumentados ou criados em três anos pelo mundo e agora mais um", disse.

O senador ainda elogiou o governo de seu pai e afirmou ser necessário honrar "Bolsonaro e as pessoas que foram perseguidas".

O senador participou de sessão solene de outorga de Colar de Honra ao Mérito Legislativo do Estado de São Paulo ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. O evento também contou com as presenças do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Estadão
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