Quem é Tiago Eltz, repórter da Globo corrigido por Lula durante coletiva na Índia
Jornalista paranaense tem trajetória como correspondente internacional e já comandou telejornais na GloboNews
O nome de Tiago Eltz ganhou destaque após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva interromper uma pergunta feita por ele durante coletiva de imprensa na Índia, no domingo, 22. O caso ocorreu quando o jornalista iniciou um questionamento que foi considerado tendencioso.
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Natural de Cascavel (PR), Tiago Eltz, de 46 anos, construiu carreira no jornalismo local antes de ser contratado pela TV Globo, em 2010. Inicialmente atuou no Rio de Janeiro e, três anos depois, foi transferido para São Paulo.
Em 2017, assumiu o posto de correspondente da emissora em Nova York. Ao retornar ao Brasil, passou a ocupar espaços na bancada como apresentador eventual e, posteriormente, fixo na GloboNews.
Na emissora, participou do programa Mais, ao lado de Julia Duailibi, e apresentou o telejornal Em Ponto, que comandou por oito meses com Mônica Waldvogel. Ele se despediu em fevereiro de 2024.
Segundo o site TV Pop, o jornalista recebeu uma advertência da Globo em 2024 após divulgar um hotel em suas redes sociais em troca de hospedagem. De acordo com a publicação, o caso teria sido analisado pelo setor de compliance da emissora.
Relembre
Antes de abrir espaço para perguntas, Lula havia comentado a agenda internacional do Brasil e mencionou a possibilidade de solicitar aos Estados Unidos a deportação de brasileiros envolvidos em crimes.
"Inclusive, reivindicando mandar para nós os bandidos que estão lá. Brasileiros que cometem crimes, e todo mundo já sabe que cometeu crime, gente que contrabandeava gasolina, está lá. Então, nos mande, para a gente poder mostrar que queremos combater o crime organizado com muita seriedade", declarou Lula.
Minutos depois, ao formular sua pergunta, Eltz mencionou que o presidente teria falado em "receber criminosos" no Brasil. Lula interrompeu imediatamente.
"Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso, e eu não falei isso", declarou.
Na sequência, o presidente reforçou que não usou o termo "receber", mas sim "prender". "É para combater o crime organizado? Então, nos entregue nossos bandidos. É isso. Não é a palavra receber, é prender", afirmou.
