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Política

Ex-senador e filho deputado são alvos de operação da PF contra corrupção

A investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos

25 fev 2026 - 08h37
(atualizado às 16h14)
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Montagem com fotos do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (União-PE)
Montagem com fotos do ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o filho dele, deputado Fernando Bezerra Coelho Filho (União-PE)
Foto: Montagem: Valter Campanato/Agência Brasil e Wilson Dias/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta quarta-feira, 25, 42 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados de Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. A ação acontece no âmbito da Operação Vassalos, que tem o objetivo de apurar a prática de crimes licitatórios diversos, como a frustração do caráter competitivo do procedimento licitatório e a fraude em licitação e contrato, além de peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As suspeitas envolvem o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE), seu filho. De acordo com o processo, eles teriam direcionado verbas federais via emendas parlamentares ao município de Petrolina, em Pernambuco, e à unidade regional da CODEVASF para custear contratos celebrados com a Liga Engenharia, de propriedade de familiares dos dois. 

A cidade é tida como berço político para a família. Um outro filho do ex-senador, Miguel Coelho, foi prefeito de Petrolina de 2017 a 2022. No início da primeira gestão dele, a empresa foi favorecida em mais de R$ 100 milhões. O Tribunal de Contas da União (TCU) apurou evidências de formação de cartel. 

A decisão que autoriza a busca e apreensão nos 42 endereços é assinada pelo ministro Flávio Dino. Entre as dependências públicas estão a 3ª Superintendência Regional da Codevasf, em Petrolina, a Prefeitura de Petrolina e o Escritório de Representação Fernando Filho, no Recife.

Ao Terra, o advogado André Callegari, que atua na defesa de Fernando Bezerra Coelho e Fernando Bezerra Coelho Filho, informou que não obteve ainda acesso integral aos autos. "Contudo, em análise preliminar da decisão que deferiu a busca e apreensão no âmbito da PET 10.684, esclarece que todos os recursos provenientes de emendas parlamentares foram corretamente destinados, tendo sido observada a lisura do procedimento".

"A defesa confia que os órgãos beneficiados observaram rigorosamente as melhores práticas de governança e execução dos recursos recebidos. Por meio da decisão, destacamos que alguns fatos já foram objeto de apuração pelo STF com o consequente arquivamento (INQ 4513). A defesa destaca ainda, que segundo consta na decisão do ministro Flávio Dino, a PGR manifestou-se contra as medidas postuladas pela polícia federal", complementa, finalizando com a promessa de queos fatos serão esclarecidos.

Ainda segundo a PF, a investigação aponta para existência de uma organização composta por agentes públicos e privados suspeita de desviar recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, por meio do direcionamento de licitações para empresa vinculada ao grupo, com posterior utilização dos valores desviados no pagamento de vantagens indevidas e ocultação de patrimônio.

Relógios apreendidos pela PF na Operação Vassalos
Relógios apreendidos pela PF na Operação Vassalos
Foto: Divulgação/PF
Fonte: Portal Terra
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