Toffoli manda PF enviar ao STF conteúdo de celulares do caso Master ao ser citado em diálogos
Na sua decisão, Toffoli argumentou que os advogados de defesa haviam pedido acesso ao conteúdo das mídias
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli proferiu uma decisão nesta quinta-feira, 12, determinando que a Polícia Federal encaminhe à Corte o conteúdo de todos os telefones celulares apreendidos na investigação do Banco Master.
A ordem foi proferida um dia depois de a PF ter entregado um relatório à Presidência do STF relatando ter encontrado menções ao nome de Toffoli nos diálogos de Vorcaro, incluindo conversas entre os dois.
Ele determinou à PF que "encaminhe ao Supremo Tribunal Federal, na íntegra, o conteúdo dos aparelhos e de outras mídias que foram apreendidos" e também laudos periciais já produzidos sobre o material e outros elementos de prova documentados.
Na sua decisão, Toffoli argumentou que os advogados de defesa haviam pedido acesso ao conteúdo das mídias e, por isso, era necessário que a PF enviasse todo o material ao STF. "As referidas providências deverão ser adotadas imediatamente, para que seja possível cumprir-se o disposto na Súmula Vinculante 14, preservando-se o direito de defesa, o contraditório e o devido processo legal", escreveu.
A PF ainda não havia juntado ao inquérito os laudos e as informações sobre os celulares apreendidos. Nesta semana, porém, a PF entregou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, sobre menções a Toffoli no celular de Daniel Vorcaro. A informação foi revelada na quarta-feira, 11, pelo UOL e confirmada pelo Estadão.
Depois das menções terem se tornado públicas, Toffoli divulgou uma nota rebatendo as suspeitas de que recebeu pagamentos de Vorcaro e determinou que a PF entregasse o conteúdo do material ao STF.