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Política

Mãe de Marielle passa mal durante julgamento dos réus por planejar execução no STF

Marinete da Silva foi atendida em uma antessala no plenário por bombeiros

25 fev 2026 - 11h22
(atualizado às 11h41)
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Mãe de Marielle Franco passou mal durante julgamento do caso no STF
Mãe de Marielle Franco passou mal durante julgamento do caso no STF
Foto: Gustavo Moreno/STF

A mãe de Marielle Franco, vereadora assassinada em 2018, passou mal durante o julgamento dos cinco réus acusados de planejar o assassinato dela e de seu motorista, Anderson Gomes, na manhã desta quarta-feira, 25. Marinete da Silva deixou o plenário e precisou receber atendimento em uma sala. 

Ela saiu amparada pela filha e ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, no momento em que o relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, descreveu a delação de Ronnie Lessa – condenado por atirar contra as vítimas – na qual é feita a descrição do planejamento do assassinato. 

As duas foram acompanhadas por um bombeiros até a antessala do plenário, onde foi atendida por outros dois agentes. Mariete relatou que seu mal estar pode ter sido provocado por um aumento de pressão devido ao estresse provocado pelo julgamento.

Enquanto ela recebia atendimento, o pai de Marielle, Antônio Francisco da Silva Neto, permaneceu acompanhando o voto de Moraes. 

Julgamento

Nesta quarta, a primeira Turma do STF decidirá se os réus serão condenados ou não, após o vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, já pediu a condenação dos acusados nesta terça, 24. 

Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ela retornava de carro para sua residência, na Tijuca, Zona Norte da cidade, após participar de um encontro com mulheres negras na Lapa. A assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43, estava junto deles, mas sobreviveu ao atentado. 

São réus:

  • Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ),
  • João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal,
  • Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
  • e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar.

Eles respondem por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, juntamente com os irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa. 

**Com informações do Estadão

Fonte: Portal Terra
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