Ministros do STF decidem agora se condenam acusados de planejar matar Marielle; acompanhe ao vivo
Primeira Turma da Corte ocorre desde terça-feira, 24; entre os réus, estão os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quarta-feira, 25, o julgamento dos cinco réus acusados de planejar o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes. Depois do vice-procurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, pedir condenação dos acusados e dos advogados dos réus apresentarem suas defesas, é a vez do relator, Alexandre de Moraes, e os demais ministros da Turma decidirem se condenam ou não.
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Após Moraes, votam Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A decisão pela absolvição ou condenação será tomada por maioria de votos. Em caso de condenação, o colegiado decidirá a pena a ser aplicada. Se considerados culpados, as penas máximas podem chegar a quase 90 anos.
O crime
Marielle e Anderson foram mortos na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ela retornava de carro para sua residência, na Tijuca, Zona Norte da cidade, após participar de um encontro com mulheres negras na Lapa. A assessora parlamentar Fernanda Chaves, de 43, estava junto deles, mas sobreviveu ao atentado.
São réus:
- Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ),
- João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal,
- Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
- e Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar,
Eles respondem por duplo homicídio qualificado e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.
O ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como “Peixe”, responde, juntamente com os irmãos Brazão, pelo crime de organização criminosa.