Caiado critica gestões do PT e diz que se Bolsonaro tivesse governado bem não teria perdido eleição
Ex-governador de Goiás se referiu ao ex-presidente, um antigo aliado, como 'o outro' ao criticar derrota eleitoral
SÃO PAULO - O pré-candidato à Presidência e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta terça-feira, 28, a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que, se o governo tivesse sido bem avaliado, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teria vencido as eleições de 2022. Ele também criticou as gestões petistas no comando do País.
"Eles (o PT) já governaram o País por cinco mandatos: o outro (Bolsonaro) já teve um. Se tivesse governado bem, não teriam perdido a eleição", disse Caiado. "Posso afirmar a vocês que, em Goiás, o PT não tem chance pelos próximos 100 anos, eu saí com 88% de aprovação. O remédio é um só: governar bem. É sair da polarização e partir para o resultado."
As declarações foram feitas durante a premiação do Grupo Mídia, em Ribeirão Preto (SP), que homenageou os "100 Mais Influentes do Agronegócio 2026". Também foram agraciados o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion (Republicanos-PR), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS).
Caiado também direcionou diversas críticas ao governo Lula. O goiano disse que o Brasil é um País abençoado por um clima tropical, o que permite avançar em "até três safras por ano", desde que sejam superados entraves políticos promovidos pela gestão atual, segundo ele.
Para o ex-governador, o governo atual se trata de uma gestão marcada por negativas constantes ao agronegócio, com aumento da burocracia e da carga tributária. Ele estendeu as críticas ainda aos demais Poderes, que atravessam um momento crítico, marcado pela falta de credibilidade junto à população brasileira, na sua visão.
"É um país abençoado pela sua capacidade, por um clima tropical que nos dá a condição de avançarmos em até três safras ao ano, desde que possamos superar aqueles que estão encravados no poder para dizer 'não' a nós", continuou Caiado. "É o governo do 'não', dos 'nãos'. É o governo em que tudo é difícil, em que tudo não pode, em que a burocracia cresce, em que a carga tributária é cada vez maior."
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