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Feliciano é 'tapa na cara dos direitos humanos', diz Marta Suplicy

Ministra da Cultura participou de audiência em comissão da Câmara que recebeu manifestantes do movimento LGBT

3 abr 2013
18h17
atualizado às 18h22
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Pastor Marco Feliciano conseguiu que a comissão aprovasse proposta de restringir o acesso às reuniões do colegiado
Pastor Marco Feliciano conseguiu que a comissão aprovasse proposta de restringir o acesso às reuniões do colegiado
Foto: Alexandra Martins / Agência Câmara

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, afirmou na tarde desta quarta-feira que o fato de o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDH) da Câmara é "um tapa na cara dos direitos humanos". As informações são da Agência Câmara.

"A eleição de uma pessoa que não tem histórico na militância pelos direitos humanos e ainda com posições homofóbicas e controversas é um tapa na cara dos direitos humanos", disse a ministra ao sair de uma audiência pública na Comissão de Cultura.

Durante a audiência com a ministra, a presidente da Comissão de Cultura, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), permitiu a entrada de manifestantes do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), que não puderam acompanhar a reunião dos Direitos Humanos.

Ao longo da tarde, houve confronto entre manifestante que defendem a permanência do deputado Pastor Feliciano CDH e aqueles que exigem sua saída. A maioria deste último grupo é constituída por representantes do movimento LGBT.

Manifestantes são barrados na CDH
Na reunião desta quarta-feira, a Comissão de Direitos Humanos aprovou proposta de Marco Feliciano para manter as próximas sessões do colegiado restritas à presença de jornalistas, deputados e assessores. O deputado Marcos Rogério (PDT-RO) sugeriu que um representante dos manifestantes seja convidado a participar das audiências. "Estamos procurando os líderes dos movimentos para fazer a proposta", disse Feliciano.

Depois de protestarem sem sucesso para ter acesso ao plenário em que a CDH realizava sua primeira reunião ordinária, manifestantes contrários à permanência do deputado Feliciano à frente do colegiado foram buscar acessos alternativos à sala de reuniões, mas acabaram barrados por seguranças. O grupo tentou ainda ter acesso ao Plenário da Câmara, mas foram impedidos antes mesmo de chegar ao Salão Verde.

Seguranças fecharam as portas do corredor que liga o anexo em que funcionam as comissões ao edifício principal, onde está o Plenário da Casa. Os manifestantes chegaram a deitar em frente a esse corredor. Em seguida, o grupo quis retornar para a porta do plenário 9, onde a comissão estava reunida, mas teve o acesso impedido.

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Fonte: Terra
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