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Deputados do Psol e mais 4 partidos pedem investigação sobre Feliciano

3 abr 2013
16h26
atualizado às 16h29
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Nove deputados de vários partidos protocolaram nesta quarta-feira um pedido de investigação do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, por suspeita de quebra de decoro parlamentar. O documento foi assinado por três deputados do Psol - Jean Wyllys (RJ), Chico Alencar (RJ) e Ivan Valente (SP) -, três do PT - Erika Kokay (DF), Padre Ton (RO) e Francisco Praciano (AM) -, além de Arnaldo Jordy (PPS-PA), Luiza Erundina (PSB-SP) e Raul Henry (PMDB-PE).

Os parlamentares pedem que a Corregedoria da Câmara intime Feliciano a prestar esclarecimentos sobre denúncias sobre o uso irregular de verbas e a obtenção de vantagens pessoais indevidas por meio do mandato. Os deputados também pedem o afastamento de Feliciano da presidência da comissão durante as investigações.

Como o pedido foi assinado pelo presidente do Psol, Ivan Valente, a representação pode ser enviada diretamente o Conselho de Ética, sem que seja necessário apuração prévia por parte da Corregedoria.

O pedido de investigação aponta que o deputado Pastor Marco Feliciano emprega em seu gabinete Matheus Bauer Paparelli, que já trabalha no escritório Fávaro Oliveira Sociedade de Advogados, em Guarulhos (SP). Segundo o documento, esse mesmo escritório recebeu R$ 35 mil da Câmara, entre setembro de 2011 e setembro de 2012, por meio de repasses da cota parlamentar de Marco Feliciano.

A representação também alega que outro escritório de advocacia recebeu dinheiro da cota parlamentar de Feliciano - a Pomini Sociedade de Advogados, que atuou no processo de registro de candidatura do pastor, em 2010. De acordo com o documento, o escritório não consta na prestação de contas eleitorais.

O pedido também afirma que o roteirista e diretor Wellington Josoé de Oliveira, dono da produtora Wap TV, também trabalha como secretário de Feliciano. Foi Oliveira quem produziu um vídeo com ataques a parlamentares, como Jean Wyllys e Érika Kokay. O deputado Pastor Marco Feliciano não quis se pronunciar.

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Fonte: Agência Câmara
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