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Política

Favelas próximas ao Cristo Redentor são ocupadas a 2 meses da visita do papa

29 abr 2013 - 13h10
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Cerca de 420 policiais ocuparam nesta segunda-feira três favelas da zona sul do Rio de Janeiro, nos arredores do morro do Corcovado, cerca de dois meses antes da visita do Papa Francisco à capital fluminense.

Os agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro entraram nas três comunidades às 5h30 (horário de Brasília) e em apenas 30 minutos, sem resistência de criminosos e sem registro de um único disparo.

Em entrevista coletiva, concedida depois da ocupação, o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, explicou o motivo de a ação não ocorrer em um domingo. "Tivemos que empregar um efetivo grande no fim de semana em função da visita da (presidente) Dilma e evento no Maracanã. Por isso a operação de pacificação UPP Cerro Corá foi feita hoje, segunda-feira".

As favelas ocupadas foram Cerro-Corá, Guararapes e Vila Cándido, nas quais vivem cerca de 3 mil pessoas. As três são próximas à estação dos bondinhos que levam até ao Cristo Redentor, uma das maiores atrações turísticas do Rio de Janeiro, que deve ser visitado pelo papa Francisco.

O pontífice participará da Jornada Mundial da Juventude que será realizada na capital fluminense entre os dias 23 e 28 de julho, embora sua agenda ainda não tenha sido divulgada.

O Governo do Rio de Janeiro informou que a ocupação dos bairros estava prevista e que faz parte da política de pacificação iniciada em 2008 para expulsar das favelas os bandidos que as controlavam.

A estratégia de tomada de áreas dominadas por traficantes de drogas permitiu a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), garantindo que a população pudesse contar com serviços de saúde e educação, além de receber obras de infraestrutura.

Segundo o governo do Rio de Janeiro, a Polícia instalará no Cerro-Corá sua 33ª UPP, que atenderá também as comunidade de Vila Guararapes e Vila Cândido. O posto contará com 190 agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro que terminaram sua formação neste ano.

Os agentes só irão para as favelas em aproximadamente um mês, quando os membros do Batalhão de Operações Especiais, principais responsáveis pela ocupação, concluirem todos os trabalhos de rastreamento e de busca de foragidos, armas, drogas e objetos roubados.

Com a instalação da UPP no Cerro-Corá, o governo da cidade considera "pacificadas" praticamente todas as favelas da zona sul da cidade, que concentra a maioria dos hotéis e das atrações visitadas pelos turistas.

Segundo as autoridades, com o reforço de 8 mil novos policiais em 33 UPPs em toda a cidade, pode ser garantida a segurança em 221 áreas que não eram atendidas pelo poder público e nas quais vivem cerca de 1,5 milhão de pessoas.

A política de pacificação prevê que até a Copa do Mundo de 2014, o Rio de Janeiro conte com 40 UPPs em funcionamento e que todas as favelas da cidade estejam ocupadas em 2016, quando a cidade organizará os Jogos Olímpicos.

EFE   
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