Oposição defende CPMI do Banco Master
Novo líder da oposição na Câmara, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) reafirmou que o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já conseguiu as assinaturas necessárias para instalar o colegiado
Novo líder da oposição na Câmara, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) defende a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar crimes e fraudes cometidos por operadores do liquidado Banco Master.
O parlamentar reafirmou que o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) já conseguiu o número mínimo de assinaturas, 171, necessário para a instalação do colegiado, como o Estadão já havia apurado. Interlocutores de Jordy afirmam que 232 parlamentares, sendo 198 deputados e 34 senadores, já subscreveram o requerimento.
O requerimento que Jordy pretende protocolar registra que o objetivo da CPMI é a apuração "das fraudes financeiras atribuídas ao Banco Master, estimadas em mais de R$ 12,2 bilhões, bem como da tentativa de transferência desses passivos a instituições financeiras públicas ou de controle estatal, notadamente o Banco Regional de Brasília (BRB), além da eventual participação, omissão ou interferência de agentes públicos, autoridades regulatórias e membros de Poderes da República".
O documento também prevê a investigação de "eventuais conexões entre gestores privados, intermediários financeiros, agentes públicos e autoridades", citando especificamente um contrato firmado entre o banco liquidado e a mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Também são mencionadas "interlocuções" entre Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além da viagem feita pelo ministro Dias Toffoli à final da Copa Libertadores da América, em aeronave privada, na companhia do advogado Augusto Botelho.
Jordy sustenta que, embora as investigações criminais sobre o caso estejam em andamento, elas não seriam "suficientes" para abarcar outras dimensões do episódio, como "responsabilidades políticas e institucionais, falhas sistêmicas de regulação e supervisão, impactos econômicos de alcance nacional e a necessidade de aperfeiçoamento legislativo para prevenir a reincidência de fraudes".
Uma outra proposta de CPMI patrocinada pelas deputadas federais Heloísa Helena (PSOL-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) segue na fase de coleta de apoios, assim como a iniciativa do deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para que a Câmara crie uma comissão de investigação do caso.
Mudanças nas bancadas
O Cabo Gilberto Silva, substituiu o Tenente-Coronel Zucco (PL-RS) como líder da oposição na Câmara. Como mostrou o Estadão/Broadcast, em relação a mudanças nas bancadas do governo, oposição, minoria e maioria, não haverá alteração somente na situação, liderada por José Guimarães (PT-CE)
Das bancadas partidárias, nove já definiram suas lideranças para 2026. Dessas, seis vão contar com líderes veteranos, que já atuaram no primeiro ano da gestão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
As bancadas partidárias que viram suas lideranças mudarem de 2025 para 2026 são da esquerda. As federações PT-PCdoB-PV e PSOL-REDE terão novas lideranças, assim como a bancada do PSB.
Oito bancadas da Câmara ainda não decidiram quais parlamentares ocuparão as suas respectivas lideranças: PL, Republicanos, PDT, Podemos, PSDB-Cidadania, Avante e Novo, além da Maioria. Não há expectativa de mudança na liderança das bancadas temáticas.