Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Política

Publicidade

Empresa francesa vai ao TCU contra compra de obuseiros israelenses pelo Exército

KNDS France, terceira colocada no processo de licitação, alega irregularidades na concorrência vencida pela Elbit Systems; militares dizem que processo seguiu os requisitos legais

27 set 2024 - 19h36
Compartilhar
Exibir comentários

A KNDS France, terceira colocada no processo de licitação para a compra de veículos blindados para o Exército, entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) alegando irregularidades na concorrência vencida em abril pela israelense Elbit Systems. A companhia europeia pediu medida cautelar para suspender o processo de compra até que a representação seja analisada.

O comandante do Exército, general Tomás Miguel Paiva, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O comandante do Exército, general Tomás Miguel Paiva, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil / Estadão

Segundo a empresa francesa, há irregularidades e ilegalidades no processo licitatório conduzido pelo Comando Logístico do Exército (Colog) para a compra dos obuseiros. Para a KNDS, os produtos oferecidos pela companhia israelense são adaptados para venda à Força Terrestre brasileira e não têm uma produção em série que comprove a qualidade do equipamento.

Integrantes do Exército, segundo a CNN Brasil, dizem que o processo seguiu todos os requisitos legais.

Antes de chegar ao TCU, os franceses apresentaram ao Colog, em junho, um questionamento sobre a corrida licitatória, que foi negado. Dias mais tarde, no mesmo mês, o Comando do Exército rejeitou o recurso dos europeus.

Diante da nova negativa, a KNDS apresentou em agosto seu recurso ao Ministério da Defesa, que também não foi aceito. Então, no último dia 18, mesma data em que o TCU afirmou que a legislação não impede que as Forças Armadas comprem os armamentos isralenses, foi impetrado o pedido no Tribunal de Contas. O caso está sob relatoria do ministro Aroldo Cedraz.

Antes de o negócio com os isralenses ser fechado, pendências internas precisaram ser resolvidas. Uma delas foi o posicionamento contrário à aquisição por parte de Celso Amorim, assessor-chefe de Assuntos Internacionais da Presidência da República.

Críticos da compra argumentam que é incoerente o governo brasileiro adquirir equipamentos militares de Israel, cujas ações na Faixa de Gaza são criticadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e alegam que a compra dos obuseiros, por quase R$ 1 bilhão, poderia financiar os ataques israelenses aos palestinos.

A Força Terrestre abriu licitação para a compra dos armamentos em 2017, alegando necessidade de modernização do equipamento. O sistema adquirido pelo Exército Brasileiro já é operado em outras forças militares.

Os Exércitos da Dinamarca, que integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e da Colômbia operam a versão mais atual. Diversos outros países, como Filipinas e Tailândia, operam versões mais antigas do aparelho.

Um obuseiro é uma peça de artilharia que lança projéteis em trajetórias curvas, permitindo atingir alvos que estão protegidos por obstáculos ou em áreas inacessíveis a tiros diretos. Ao contrário de canhões, que disparam em linha reta, o obuseiro é ideal para ataques de longo alcance e com maior ângulo de elevação, o que o torna mais eficaz em terrenos acidentados.

Siga o 'Estadão' nas redes sociais

O comandante do Exército, general Tomás Miguel Paiva, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O comandante do Exército, general Tomás Miguel Paiva, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Foto: Estadão
Estadão
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra