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Política

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'Débora do Batom' recorre de decisão de Moraes que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria

Segundo a defesa, a suspensão da lei prolonga "restrições de liberdade potencialmente incompatíveis com a atual ordem jurídica"

11 mai 2026 - 16h19
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A defesa da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como "Débora do Batom", recorreu nesta segunda-feira, 11, da decisão do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) que suspendeu a aplicação da Lei da Dosimetria. Conhecida por ter pichado a estátua da Justiça nos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023, ela foi condenada a 14 anos de prisão.

No sábado, 9, Moraes assinou decisão monocrática suspendendo a aplicação da Lei da Dosimetria em execuções penais de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. O ministro determinou a suspensão dos efeitos da norma até que o Supremo julgue as ações que questionam sua constitucionalidade.

Débora Rodrigues dos Santos foi a responsável por pichar a estátua da Justiça com batom.
Débora Rodrigues dos Santos foi a responsável por pichar a estátua da Justiça com batom.
Foto: Reprodução/processo judicial / Estadão

Os advogados da cabeleireira apresentaram um agravo regimental com pedido de tutela de urgência, recurso utilizado para contestar decisões individuais do relator. Segundo a defesa, a suspensão da lei prolonga "restrições de liberdade potencialmente incompatíveis com a atual ordem jurídica".

Além da suspensão imediata dos efeitos da decisão de Moraes, os advogados pedem que o agravo seja analisado pelo plenário da Corte e que seja autorizada a progressão para um regime "menos gravoso", com a revogação de medidas cautelares "incompatíveis com a nova realidade executória", incluindo a retirada da tornozeleira eletrônica de Débora.

A defesa também solicita que eventual decisão favorável tenha seus efeitos estendidos aos demais condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Na última segunda-feira, 4, Moraes já havia negado um pedido da defesa de Débora para revisão de pena com base na Lei da Dosimetria. Segundo Moraes, o pedido não se aplicava porque a medida ainda não estava em vigor.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, promulgou a norma nesta sexta-feira, 8, após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Congresso. O texto prevê a redução das penas dos condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito e beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os réus do 8 de janeiro.

As ações que questionam a Lei da Dosimetria no STF foram ajuizadas nessa sexta-feira pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação partidária Psol-Rede.

Depois de ser designado relator dos processos, Moraes solicitou informações ao presidente da República e ao Congresso Nacional, que devem ser prestadas em cinco dias. Na sequência, os autos serão enviados à Advocacia-Geral da União (AGU) e, depois, à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terão prazo de três dias cada para se manifestar.

Estadão
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