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Política

Com Campos e Marina, ex-ministra do STJ Eliana Calmon se filia ao PSB

Célebre por críticas a "bandidos de toga", ex-ministra do STJ antecipou aposentadoria para poder se candidatar ao Senado pela Bahia

18 dez 2013 - 22h09
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Eliana Calmon (centro) conversa com o presidente do PSB, Eduardo Campos (dir.), e com a ex-senadora Marina Silva (esq.)
Eliana Calmon (centro) conversa com o presidente do PSB, Eduardo Campos (dir.), e com a ex-senadora Marina Silva (esq.)
Foto: Romildo de Jesus / Futura Press

Menos de um mês após pedir aposentadoria do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a ex-ministra Eliana Calmon oficializou nesta quarta-feira a sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). A solenidade ocorreu em Salvador (BA) e contou com a presença do governador de Pernambuco e presidente nacional do partido, Eduardo Campos, e da ex-senadora Marina Silva, dupla cotada para encabeçar a chapa do PSB na disputa pela Presidência da República.

Eliana Calmon teria de se aposentar compulsoriamente no ano que vem, ao completar 70 anos, e decidiu antecipar a aposentadoria para poder disputar as eleições de 2014. A ex-magistrada foi confirmada como a candidata do PSB da Bahia ao Senado. Na disputa pelo governo, a chapa será encabeçada pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA).

A ministra fez parte da Corte Especial e do Conselho de Administração do STJ. Ela atuava na Segunda Turma e na Primeira Seção do Tribunal e é diretora-geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados Ministro Sálvio de Figueiredo (Enfam).

Eliana Calmon ganhou notoriedade nacional quando disse que era preciso ter cuidado com os "bandidos de toga". A declaração foi divulgada em entrevista em 2011, pouco antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir até onde o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderia ir na investigação de magistrados. Na época corregedora-geral de Justiça, Eliana foi criticada por grande parcela da magistratura nacional e, em especial, pelo então presidente do CNJ e do STF, Cezar Peluso, que classificou as declarações de "levianas".

Outro episódio polêmico relacionado a Eliana Calmon foi a decisão de investigar indícios de irregularidades no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Maior Corte do País, por onde circulam cerca de 60% dos processos, o tribunal é conhecido pelo perfil conservador e avesso a interferências externas.

A carreira da ministra na magistratura teve início em 1979, como juíza federal na Bahia. Antes, foi procuradora da República em Pernambuco. A ministra também atuou como professora em faculdades de Direito. Eliana Calmon foi a primeira mulher a ser ministra do STJ, onde começou a atuar em 1999. Ocupou interinamente a vice-presidência do STJ entre 2012 e 2013.

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Fonte: Terra
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