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Política

Ciro se encontra com bolsonaristas e diz que Ceará vive sob 'ditadura' do PT; veja

Ex-ministro participou de convenções que lançaram candidatos de direita que vão enfrentar o PT em cidades estratégicas do interior do Ceará

22 jul 2024 - 16h48
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BRASÍLIA - O ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) afirmou que o Estado está vivendo sob uma "ditadura" do PT, que comanda o Executivo cearense desde 2015. A declaração ocorreu neste sábado, 20, após o ex-ministro participar de uma convenção que lançou a candidatura de candidato bolsonarista, apoiado pelo PDT, no município do Crato.

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"O Ceará está sendo destruído pela incompetência, pela corrupção, pelo mandonismo. Há uma ditadura tentando ser construída, tirando os direitos das pessoas de escolher suas candidaturas. Tudo armado para que o novo ditador do Ceará não tenha sequer contrastes, e tenho certeza que o Cariri vai se levantar", afirmou Ciro, em um vídeo publicado nas redes sociais do ex-deputado estadual Aluísio Brasil (União), candidato à prefeitura do Crato. O Estadão procurou o diretório do PT no Ceará, mas não obteve retorno.

Ciro e o ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio (PDT) participaram do lançamento da candidatura de Aluísio. O vice da chapa é Zé da Adega, filiado ao partido de Bolsonaro. Segundo o ex-governador, o encontro com antigos opositores foi "histórico" por marcar um enfrentamento à "ditadura" do PT que está "tentando ser construída".

Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará
Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador do Ceará
Foto: Dida Sampaio/Estadão / Estadão

A cidade do Crato possui o sétimo maior eleitorado do Ceará, com 95 mil eleitores. O candidato do PT na cidade é o vice-prefeito André Barreto.

Também no sábado, Ciro participou do lançamento da candidatura do prefeito de Juazeiro do Norte, Glêdson Bezerra (Podemos) à reeleição. No evento, o ex-ministro dividiu palanque com o deputado estadual Carmelo Neto (PL), um dos principais aliados de Bolsonaro no Estado.

Juazeiro do Norte é o terceiro maior colégio eleitoral do Ceará, com 199 mil eleitores. No município, o candidato do PT e do senador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro que está rompido com ele desde as eleições de 2022, é o deputado estadual Fernando Santana (PT).

O PT e o PDT também serão rivais na capital Fortaleza. O pré-candidato apoiado por Ciro é o atual prefeito José Sarto (PDT). O candidato petista é o deputado estadual Evandro Leitão (PT). De acordo com um levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado no último dia 16, os dois estão atrás do ex-deputado federal Capitão Wagner (União) nas intenções de voto.

Ataques de Ciro a representantes do PT cearense

Ex-ministro da Integração Nacional no primeiro governo Lula (2003-2006), Ciro está distante do PT desde as eleições de 2018, quando foi candidato à Presidência e manteve uma postura antagônica ao então candidato petista Fernando Haddad, atual ministro da Fazenda.

O rompimento ficou mais evidente em 2022, quando o PT e o grupo político de Ciro quebraram uma aliança firmada em 2006. A sigla de Lula decidiu apoiar o governador Elmano de Freitas (PT) para o comando do Estado, enquanto o ex-governador defendeu a candidatura do pedetista Roberto Cláudio.

Cid Gomes acompanhou o PT durante a briga política e, desde então, os dois irmãos não se falam. A intriga fez o senador deixar o PDT e se filiar ao PSB em fevereiro deste ano.

Cid Gomes, senador
Cid Gomes, senador
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Estadão

Desde as últimas eleições, Ciro costuma fazer ataques a políticos do PT cearense, como o ministro da Educação, Camilo Santana, e Elmano de Freitas. O ex-governador também já disse que a senadora Janaína Farias, segunda suplente de Camilo que assumiu a cadeira em abril, prestou serviços de "harém" a Camilo. No último dia 16, a 115ª Zona da Justiça Eleitoral tornou o pedetista réu por violência política de gênero.

Estadão
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