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Justiça

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AGU deve recorrer ainda hoje de decisão de Mendonça que afastou diretor da PF

Órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro André Mendonça viola a competência privativa do presidente da República

8 set 2026 - 10h43
(atualizado às 11h02)
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Resumo
A Advocacia-Geral da União recorrerá ao STF contra a decisão monocrática do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral e o diretor de inteligência da Polícia Federal. A AGU sustentará que a ordem viola a prerrogativa privativa do presidente da República para nomear o comando da corporação. O afastamento foi determinado junto à abertura de investigações sobre relatórios policiais que apontaram suposta postura parcial de Mendonça em apurações envolvendo ministros do tribunal.
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF
Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF
Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) deve recorrer ainda hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) da decisão que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF). Segundo apurou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro André Mendonça viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.

Na decisão proferida na manhã desta terça-feira, 8, Mendonça também afastou o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

O ministro ordenou que a Corregedoria da PF abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os "graves fatos identificados" na produção de relatórios de inteligência.

Na última quinta-feira, 3, dois dias após Mendonça levantar o sigilo das investigações sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, Moraes divulgou trechos de um relatório de inteligência da Polícia Federal que afirma que André Mendonça "denota interesse no início de investigação formal" sobre o Banco Master e o escândalo do INSS.

Sem valor probatório, o relatório diz haver "quadro indicativo de que André Mendonça adota posturas muito diferentes" diante de suspeitas envolvendo Dias Toffoli e Nunes Marques, em comparação com Alexandre de Moraes, "apresentando discurso de defesa quanto aos dois primeiros".

Estadão
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