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Polícia

SP: PF faz operação contra quadrilha que intermediava fraudes ao INSS

Escritório em Itupeva tornava possíveis fraudes para o pagamento de benefícios previdenciários ilegais; prejuízo chega a quase R$ 4 milhões

26 set 2013 - 11h30
(atualizado às 14h44)
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Polícia Federal fez uma operação nesta quinta-feira contra quadrilha que intermediava fraudes ao INSS
Polícia Federal fez uma operação nesta quinta-feira contra quadrilha que intermediava fraudes ao INSS
Foto: Rose Mary de Souza / Especial para Terra

A Polícia Federal realizou uma operação nesta quinta-feira contra uma quadrilha que intermediava fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Campinas (SP), a 100 quilômetros de São Paulo. A Operação Corredeira cumpre cinco mandados de busca e apreensão nas cidades paulistas de Itupeva e Cajamar, e é resultado de uma força-tarefa da PF com o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Previdência Social. A quadrilha teria cometido as fraudes entre 2006 a 2013, e o prejuízo chega a quase R$ 4 milhões.

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Durante a ação, foram recolhidos em escritórios de intermediadores dezenas de pastas contendo documentos, pendrives, disquetes, carteiras de trabalhos e cópias de documentos pessoais de suspeitos. Ninguém foi preso.  

A delegada da Polícia Federal de Campinas, Priscila Campelo Macorin, disse que a equipe de investigação vai apurar a documentação apreendida e pode encontrar mais dados dos suspeitos de fraudar beneficios da Previdência Social. "Os próprios servidores da agência do INSS de Jundiaí suspeitaram do volume de pedidos de beneficios encaminhados a agência", falou.

Segundo as investigações, que começaram em 2011, um escritório de assessoria previdenciária de Itupeva tornava possíveis as fraudes. A quadrilha apresentava declarações falsas de composição de renda e grupo familiar, além de declarações falsas de deficiência física, para receber benefícios supostamente destinados a portadores de deficiência e idosos.

A PF apurou que o grupo operou com mais de 2,4 mil agendamentos e gerou um prejuízo de R$ 4 milhões, segundo a gerência executiva do INSS em Jundiaí (SP). Porém, o valor do rombo pode ser superior, pois não foi calculada a correção dos valores.

Os investigados são suspeitos de estelionato qualificado contra a Previdência Social. A pena para esse crime é de um a cinco anos de prisão, pena aumentada em um terço por ter sido cometida em detrimento do INSS. O nome Operação Corredeira faz referência ao nome da cidade de Itupeva, que em tupi-guarani significa "pequena cascata". 

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Fonte: Especial para Terra
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