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Polícia

SP: após morte, perícia prioriza atrações radicais no Hopi Hari

5 mar 2012 - 22h43
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Rose Mary de Souza
Direto de Campinas

Os brinquedos radicais do parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo, estão no foco da fiscalização que começou nesta segunda-feira e prossegue até o próximo domingo. Nesse período, o local ficará fechado ao público. A intenção dos técnicos é avaliar o grau de segurança nas 14 atrações que colocam o visitante frente a algum tipo de situação de risco, em equipamentos que chegam a grande velocidade e altura perigosa.

Internauta registrou a cadeira sem ser utilizada em fevereiro de 2011
Internauta registrou a cadeira sem ser utilizada em fevereiro de 2011
Foto: Alan / vc repórter

Estão na lista montanha-russa, roda-gigante, Vurang, Ekatomb, Vula Viking, Leva i Traz, Lokolore, Evolution, Rio Bravo, Crazy Wagon, West River, Trakitanas, as duas salas do Simulakron, Giranda di Musik e as duas torres do Dispenkito.

A inspeção foi firmada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a direção do Hopi Hari e o Ministério Público Estadual de Vinhedo no dia 1º, uma semana depois da morte da adolescente Gabriela Nichimura, 14 anos, que caiu da atração Torre Eiffel. Segundo as apurações iniciais, a queda foi provocada pela falta de uma trava na cadeira. O assento estaria inoperante há mais de uma década, mas foi ocupado pela garota. A Torre Eiffel é um elevador que despenca a 94 km/h de uma altura de 70 m.

De acordo com o TAC, a Torre Eiffel está interditada por tempo indeterminado. Participam da vistoria em todo o parque o Ministério Público, a Polícia Civil, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e o Corpo de Bombeiros. O grupo vai analisar desde manuais, dados de manutenção e registros de autorização para operação até ocorrências de acidentes ou falhas com usuários e operadores.

Procon exige devolução de valores de ingressos

O Procon de Campinas notificou nesta segunda-feira o Hopi Hari, em decorrência da suspensão da prestação de serviço por 10 dias e prováveis outros 10, sobre os possíveis pedidos de devolução de valores, substituição dos ingressos ou prorrogação do prazo de validade por parte dos consumidores.

De acordo com a diretora do Procon, Viviane Belmont, o direito à informação, à saúde e à segurança garantem que o consumidor tem direito à devolução de valores pagos ou de eventual prorrogação da validade do ingresso, conforme a sua opção. Segundo Viviane, em nenhum momento a empresa se manifestou sobre o direito do consumidor em ter os valores dos ingressos devolvidos.

"Por essa razão, instauramos o Ato de Ofício visando à proteção dos consumidores residentes em Campinas, baseados no direito à informação e à possibilidade de devolução de valores pagos ou de eventual prorrogação da validade do ingresso, conforme opção do consumidor", explica Viviane.

Pelo documento, o Hopi Hari deve interromper a venda dos ingressos em todos os pontos de venda de Campinas enquanto estiver suspensa a atividade no parque pelo acordo do TAC, sob pena de R$ 23.490 por cada infração, mesma quantia que deverá pagar se não veicular, em orgãos de imprensa da cidade, o período de suspensão e a forma de restituição dos valores. A multa será de R$ 469,80 para cada registro no Procon informando que o parque não restituiu o valor integral do ingresso comprado, com devolução proporcional dos valores das entradas weekend e anuali para cada ocorrência reclamada.

O Hopi Hari deve encaminhar ao Procon a lista de todos os pontos de vendas de Campinas. Caso seja lavrado qualquer tópico de infração, o parque terá 10 dias úteis para apresentar defesa.

Fonte: Especial para Terra
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