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Sem pistas de Amarildo, Beltrame descarta mudanças na UPP da Rocinha

6 ago 2013
21h29
atualizado às 21h29
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Apesar da pressão da opinião pública à espera de respostas sobre o paradeiro do pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde o dia 14 de julho, o secretário de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, indicou que, por ora, não fará qualquer alteração no comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela da Rocinha. Amarildo desapareceu depois de ser levado para uma base da UPP da comunidade, e a Polícia Civil investiga se PMs tiveram participação no sumiço do pedreiro.

Secretário Beltrame apresentou novo comandante à imprensa
Secretário Beltrame apresentou novo comandante à imprensa
Foto: Daniel Ramalho / Terra

Questionado se existe a intenção de demitir o major Édson dos Santos, comandante da UPP da Rocinha, Beltrame preferiu a cautela. “Quando tivermos algo concreto, não haverá problema em afastar quem quer que seja. Mas não se pode agir no campo da elucubração, tem que ter movimentos que justifiquem isso. Ele (o major Édson) vinha sendo muito elogiado pela comunidade, com um trabalho com mais de 100 prisões”, afirmou Beltrame, durante entrevista coletiva na qual anunciou o coronel José Luís Castro Menezes como o novo comandante da PM.

Beltrame garantiu que os investigadores “não vão sossegar” enquanto não tiver informações concretas sobre o paradeiro de Amarildo, e ponderou que o caso tem um grau de dificuldade muito grande. Policiais da Divisão de Homicídios voltaram à favela nesta terça-feira, e refizeram os passos de Amarildo até o momento em que ele foi levado à base da UPP. Os investigadores seguem ouvindo policiais e moradores à procura de pistas.

“A Polícia Civil está lá na Rocinha com 25 pessoas. Tenho tido contato diário com as investigações, estou imbuído pessoalmente nessa questão. É um fato grave e triste, e vamos procurar respostas. Não vamos sossegar enquanto não levar a informações”, ressaltou. 

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Fonte: Terra
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