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Polícia

RS: atropelador de ciclistas será julgado por 11 tentativas de homicídio

Ricardo Neis, que avançou sobre um grupo que pedalava nas ruas de Porto Alegre em 2011, irá a júri popular

14 mar 2013 - 12h43
(atualizado às 12h58)
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O funcionário público Ricardo Neis atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre em fevereiro de 2011
O funcionário público Ricardo Neis atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre em fevereiro de 2011
Foto: Tárlis Schneider / Agência Freelancer

O funcionário público Ricardo Neis, que atropelou um grupo de ciclistas em Porto Alegre em fevereiro de 2011, irá a júri popular acusado de 11 tentativas de homicídio simples e cinco lesões corporais. O julgamento, que ainda não tem data marcada, foi mantido pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), mas as acusações foram reduzidas após um recurso movido pela defesa do réu - em primeira instância, o júri seria por 17 tentativas de homicídio qualificado.

O juiz relator do recurso, Diógenes Vicente Hassan Ribeiro, considerou que, das 17 pessoas feridas no incidente, quatro disseram que foram atingidas por outras bicicletas - e não diretamente pelo veículo de Neis. Outra vítima não soube identificar quem o havia atingido, e um sexto ciclista que teria se ferido não prestou depoimento à polícia. Por isso, o juiz retirou do processo a tentativa de homicídio dessas seis pessoas.

O Tribunal de Justiça manteve a acusação de tentativa de homicídio contra os outros 11 ciclistas que relataram ter sido atingidos pelo veículo Golf. Apesar de considerar possível que Ricardo Neis não buscasse matar os membros do grupo, o juiz Diógenes Ribeiro afirmou que é "sabido" que um choque com um veículo ou uma queda em consequência de uma colisão dessas pode levar uma pessoa à morte. 

Motorista atropela ciclistas e foge

Um grupo de ciclistas que tradicionalmente percorre as ruas do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, foi atropelado por volta das 19h do dia 25 de fevereiro de 2011. Segundo a Polícia Militar, 100 ciclistas do movimento Massa Crítica seguiam pela rua José do Patrocínio quando foram surpreendidos por um Golf preto na esquina com a rua Luiz Afonso. A maioria escapou do atropelamento, mas 17 ficaram feridos, sendo cinco com lesões, que foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro.

A polícia disse que o atropelamento foi intencional e que o motorista do Golf acelerou várias vezes antes de derrubar os ciclistas. Após ouvir testemunhas, os policiais conseguiram a placa do veículo e identificaram o proprietário como Ricardo Neis, 47 anos, funcionário do Banco Central.

Ricardo Neis foi preso no dia 2 de março. Em depoimento à Polícia Civil, ele alegou legítima defesa, relatando que os manifestantes agiram com violência contra seu carro. De acordo com o polícia, as vítimas foram impedidas de se defender, uma vez que o motorista avançou com seu carro enquanto os ciclistas estavam de costas, sem esperar o golpe.

O funcionário público foi solto alguns dias depois, mas foi acusado pelo Ministério Público de tentativa de homicídio. Ricardo Neis fez curso de reciclagem de trânsito, mas deixou de dirigir e voltou a trabalhar.

Fonte: Terra
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