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Polícia

RO: corpo de bebê desaparece em hospital público

27 mai 2014 - 22h23
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A Delegacia de Proteção à Criança (DPCA) em Porto Velho, capital de Rondônia, investiga o desaparecimento do corpo de um bebê recém-nascido de dentro de um hospital público da cidade. Nicolas Naitz Silva tinha poucas horas de vida e desapareceu durante a transferência para outra unidade de saúde.

<p>Fachada da maternidade onde o recém-nascido foi dado como morto</p>
Fachada da maternidade onde o recém-nascido foi dado como morto
Foto: Divulgação

Segundo informações da família, Marciele Naitz, a mãe do menino, saiu de Cujubim, a 220 km da capital, já em trabalho de parto na semana passada. O menino nasceu ao chegar em Candeias do Jamari e, com complicações, foi levado para o hospital infantil Cosme Damião, em Porto Velho. Já a mãe foi internada no hospital de base Ary Pinheiro.

A avó do bebê, Irenilda Naitz, contou à imprensa que o menino ficou cerca de seis horas nessa unidade e que foi transferido em seguida para a maternidade Regina Passos. Duas horas depois de ser atendido, enfermeiras voltaram com a notícia da morte do recém-nascido. Ela conta que só viu o corpo por alguns instantes e que foi obrigada a ficar trancada numa sala.

“Elas me deixaram ver o corpo do meu neto só por três minutos. Me veio algo na cabeça de que aquele não era o mesmo bebê que entregamos para elas. Iria exigir o exame de DNA, mas elas não me deixaram nem falar direito. Estava chocada, queria falar com meu filho e elas só me entregaram a certidão de óbito e disseram que iriam mandar o corpo para o HB, pois lá não existia câmara fria”, explicou.

No dia seguinte a avó foi até o hospital de base para buscar o corpo do menino, mas ele não estava lá. Servidores disseram que uma ambulância havia vindo da maternidade, mas que havia apenas lençóis brancos enrolados no interior do veículo. A família então procurou a direção da unidade, que não soube explicar o desaparecimento do menino.

O diretor da Polícia Civil em Rondônia, Pedro Mancebo, confirmou que há uma investigação em curso sobre esse caso e que vai chamar para depor todos os envolvidos diretamente, como enfermeiros, motoristas, médicos e a família do bebê. Ele trabalha com a hipótese de que Nicolas ainda esteja vivo. “Não podemos descartar nada. Vamos dar uma resposta rápida para essa mãe que não sabe o que aconteceu com seu filho”, disse.

O Terra tentou contato com a direção dos dois hospitais, mas ninguém retornou aos telefonemas. Na certidão de óbito do bebê a causa da morte registrada foi sepse neonatal (infecção) e asfixia pré-natal (sufocamento).

Fonte: Especial para Terra
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