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RJ: viatura que transportou Amarildo tinha outro dispositivo de localização

Apesar de GPS da viatura estar quebrado, polícia conseguiu identificar o trajeto feito pelo carro que transportou o pedreiro

14 ago 2013
23h10
atualizado às 23h24
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Apesar de o GPS da viatura que conduziu o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza no dia 14 de julho deste ano estar quebrado, como afirmou a Polícia Civil há duas semanas, a polícia conseguiu rastrear o veículo através do equipamento de localização do rádio da viatura. As informações são do Jornal Nacional.

De acordo com a Polícia Civil, às 19h22 a viatura sai com Amarildo do posto da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha e, em menos de três minutos, chega à sede da unidade, no alto da favela

Cinco minutos depois, a viatura deixa a sede e retorna para o posto, e fica no local por um minuto até retornar à sede da UPP. O carro permanece ali por cinco minutos e desce o morro às 19h37.

Segundo os dados da polícia, no percurso o carro fez uma parada de quatro minutos em uma área da Rocinha conhecida como “curva do S”.

Ao deixar o morro, a viatura passa pela zona sul da capital fluminense e se dirige à zona portuária da cidade. O carro circula no local por 47 minutos até que, às 20h37, volta para a zona sul e, do bairro da Lagoa, segue para o centro do Rio de Janeiro. 

Depois de uma hora e 12 minutos fora da favela, a viatura faz sua primeira parada fora da comunidade, no Batalhão de Choque da PM, onde fica por sete minutos.

Os dados de localização mostram que, ao deixar o batalhão, o carro segue de novo para a zona sul, pelo túnel Rebouças, mas faz um retorno e se dirige à zona norte. 

A viatura permanece então por dois minutos na região do Hospital Central da Polícia Militar e da comunidade pacificada do Morro de São Carlos. Segundo o Jornal Nacional, os registros do GPS entregues aos investigadores acabam à 0h do dia 15 de julho. Os dados mostram que o carro não deixou mais a favela neste período.

GPS contradiz depoimento de PM
Em depoimento à polícia, o PM que dirigiu o carro confirma, segundo o jornal, que levou um homem à UPP da Rocinha, na parte alta da comunidade, com outros três policiais. O PM, porém, afirma não lembrar não lembrar de ter voltado minutos depois à sede da unidade, ao contrário do que mostra o GPS.

O policial também disse que não emprestou o carro a nenhum outro PM e que ficou até as 20h na favela, quando foi abastecer a viatura no Batalhão de Choque. 

Segundo o Jornal Nacional, em seu depoimento o PM omitiu ter passado pela zona portuária da cidade, pelo hospital da Polícia Militar e pelo Batalhão da PM no bairro do Leblon. Ele também não informou o horário em que retornou à Rocinha. 

Fonte: Terra
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