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Polícia

RJ: receptadores de 80% de mercadorias roubadas são presos

22 jul 2010 - 03h07
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Ação da Polícia Civil desarticulou nessa quarta-feira uma quadrilha responsável pela receptação de 80% dos carregamentos de cigarros roubados do Rio. Agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) cumpriram oito mandados de prisão - dois já na cadeia - contra os integrantes do bando, suspeito de 35 ataques em oito meses, num prejuízo de R$ 2,8 milhões aos fabricantes.

"Depois de hoje, dificilmente a quadrilha voltará a atuar", afirmou o delegado Deoclécio Francisco Filho, titular da DRFC, que iniciou a investigação há quatro meses, após um assalto a uma caminhonete, em Madureira, que resultou na morte de um policial. A ação foi batizada de Operação Tabaco.

Entre os presos estão os irmãos Leonardo Moraes Rocha, 29 anos, e Marcelo Moraes Rocha, 33, sócios da LM D&M Logísitica e Distribuição e Empório Rodoviária de Araruama, suspeitos de revender as mercadorias roubadas.

Fachada legal

"Eles têm várias empresas legalizadas de distribuição e de importação e exportação que são usadas para diluir a carga roubada no comércio. Misturavam produtos roubados a outros comprados", explicou o delegado. Os dois foram capturados em casa, num condomínio em Vargem Grande.

Outra prisão importante foi a do ex-policial civil Luiz Henrique Medeiros, 53 anos. Ele havia sido expulso da corporação em 1999 por receptação de carga roubada. Em fevereiro, Luiz e Moisés Alves Fontela, 45, haviam sido flagrados com um carregamento de cigarros, mas acabaram libertados pouco depois. Na operação, a DRFC capturou ainda Glauco Luiz da Silva Amaral e Varedi Ventura da Silva. Paulo Cesar Nascimento Leite e Carlos José da Silva Fernandes já cumprem pena no Complexo de Bangu.

Nos endereços dos presos, policiais apreenderam centenas de pacotes de cigarro, computadores, documentos, dinheiro, armas, munição e coletes à prova de bala. Investigações apontam que o grupo recrutava bandidos dos morros da Pedreira e Lagartixa, em Costa Barros, e do Complexo do Alemão, para os assaltos.

Segundo o chefe da Polícia Civil, Allan Turnowski, a prioridade das operações da DRFC é combater os receptadores e revendedores de cargas roubadas. "Vamos atacar o braço financeiro dessas quadrilhas. Se não tiver para quem passar a carga, então os roubos vão diminuir", afirmou.

Fonte: O Dia
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