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Polícia

RJ: PM nega que policiais disfarçados tenham atirado coquetel molotov

24 jul 2013 - 10h05
(atualizado às 10h07)
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<b>22 de julho -</b> Policial é engolido por bola de fogo após ser atingido por coquetel Molotov
22 de julho - Policial é engolido por bola de fogo após ser atingido por coquetel Molotov
Foto: AP

A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira, uma nota esclarecendo o uso de policiais disfarçados durante as manifestações na cidade nos últimos dias.  A nota veio como resposta aos vídeos divulgados nesta terça-feira nas redes sociais, com cenas onde supostos policiais do serviço reservado (P-2) da Polícia Militar aparecem infiltrados na manifestação em Laranjeiras, durante a recepção do Papa Francisco.

Segundo as teorias levantadas pelos internautas, um dos homens que atiram coquetéis molotov contra a PM seria um desses agentes disfarçados. A informação foi negada com veemência pela PM.

De acordo com a corporação, "em nenhum momento a PM negou que a Inteligência não tivesse agentes acompanhando a manifestação" e que estes agentes atuavam apenas na observação. "Imaginar que um policial vá atirar um coquetel molotov em colegas de profissão, colocando suas vidas em risco, é algo que ultrapassa os limites do bom-senso e revela uma trama sórdida para justificar a violência criminosa desses vândalos", disse o comunicado.

Em um dos vídeos divulgados, dois supostos policiais passam pela barreira policial e, ao serem interceptados por soldados, mostram documentos e são liberados. Um desses homens veste camiseta preta com estampa parecida com a do manifestante da gravação anterior, que arremessou o coquetel molotov. No terceiro, um outro homem, com roupa parecida, corre com os policiais e aponta para um manifestante, que é derrubado e chutado. Mais tarde, a mesma pessoa tira a camiseta e cruza a barreira policial. 

Veja, na íntegra, a nota oficial divulgada pela Polícia Militar:

“Esclarecimentos quanto ao emprego de Agentes de Inteligência (P-2) nas manifestações

1- No conflito da noite de segunda-feira (22/07), a PM prendeu em flagrante Bruno Ferreira, sob acusação de ter atirado o coquetel molotov que deixou dois policiais com queimaduras no corpo. Bruno foi solto pela Justiça na noite desta terça-feira por falta de materialidade.

2- Em nenhum momento a PM negou que a Inteligência não tivesse agentes acompanhando a manifestação, com o objetivo de obter informações e prever movimentos. Estas informações são importantes para as decisões de comando.

3- Estes agentes de inteligência trabalham apenas com a observação. Imaginar que um policial vá atirar um coquetel molotov em colegas de profissão, colocando suas vidas em risco, é algo que ultrapassa os limites do bom-senso e revela uma trama sórdida para justificar a violência criminosa desses vândalos.”

Fonte: Terra
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