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Polícia

RJ: artistas pedem a Beltrame moderação da polícia em protestos

5 set 2013 - 21h02
(atualizado às 21h09)
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Uma carta assinada por 26 pessoas, entre artistas e intelectuais, foi entregue nesta quinta-feira ao secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, pedindo moderação na ação policial durante as manifestações. Entre os assinantes da carta estão Alba Zaluar, Caetano Veloso, Chico Buarque, Jacqueline Muniz, Michel Misse, Sidney Waismann e Zuenir Ventura.

A reunião com Beltrame durou aproximadamente três horas, quando foram abordados os principais pontos do documento. Nem todos que assinam a carta compareceram. Ao final do encontro, o cantor Caetano Veloso resumiu o que foi tratado na reunião, que ocorreu na sede da Secretaria de Estado de Segurança.

“Era mais para pedir ao secretário de Segurança uma clareza dos protocolos de como a polícia atua nas manifestações, e para que a manifestação do dia 7 de Setembro seja pacífica. A conversa foi boa, pois o secretário é muito lúcido e tem uma maneira muito humana de pensar”, disse Caetano.

O músico comentou sobre os protestos no País, que ocorrem desde junho. “É fascinante e complexa a situação no momento. É um fenômeno mundial."

Além do pedido de moderação à polícia, Caetano frisou que os manifestantes também saiam em paz no feriado da Independência. “Aqui foi só um pedido pontual sobre a atuação da polícia, mas também nós gostaríamos de pedir aos manifestantes que contribuíssem para que todas essas coisas pudessem se dar em paz", disse. "O 7 de Setembro já reúne muita gente, pois tem as festividades oficiais. Que saiam com desejo de paz. E do lado da polícia seja pensado o projeto de um dia pacífico”, acrescentou.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Agência Brasil Agência Brasil
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