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Polícia

Receita de vans pode ter gerado conflito em milícia

7 jan 2009 - 02h40
(atualizado às 08h59)
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A disputa pelos R$ 2 milhões mensais do movimento do transporte alternativo na zona oeste do Rio pode ser o motivo da guerra entre milicianos, que explodiu com as execuções do bombeiro Carlos Alexandre Silva Cavalcanti, o Gaguinho, e do agente aposentado do Desipe Wagner Rezende de Miranda, o Waguinho Desipe. Os dois seriam ligados a grupos paramilitares rivais e foram assassinados na segunda-feira, em um espaço de quatro horas. A 41ª DP (Tanque) e a 35ª DP (Campo Grande) vão investigar os crimes em conjunto e apontam o ex-PM Ricardo Teixeira Cruz, o Batman, como o principal articulador dessa disputa.

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O relatório final da CPI das Milícias, na Alerj, afirma que a Liga da Justiça ficou enfraquecida com a prisão dos irmãos parlamentares Jerônimo e Natalino Guimarães, e que os aliados do sargento PM Francisco César Silva Oliveira, o Chico Bala, estariam tentando tomar o controle dos pontos de vans e kombis de Campo Grande. Chico Bala foi colaborador da equipe do delegado Marcus Neves, que investigou o grupo, e responde ao Conselho de Disciplina por ter atuado sem a autorização da PM.

Para o delegado substituto da 41ª DP, Adilson Palácio, as mortes têm relação: "sabemos que é uma disputa de poder e vingança. Vamos trabalhar sem conjunto porque trabalhamos com a hipótese de que os dois assassinatos estão ligados".

Outra linha de investigação apura se Waguinho estaria traindo a confiança de Batman, repassando informações para o bando rival. Apontado como matador da Liga, ele fugiu de Bangu 8, em outubro. As investigações mostram que Batman deixou a cadeia para retomar os pontos de van e frear a expansão do grupo inimigo.

Ontem, peritos analisaram novamente o carro de Gaguinho e encontraram fragmentos de bala de fuzil. O bombeiro se preparava para sair quando foi cercado por três homens que dispararam pelo menos 28 tiros. O corpo de Gaguinho foi enterrado ontem no Jardim da Saudade, em Sulacap. Durante o cortejo, parentes esconderam os rostos. A viúva, que acusou Batman pelo crime, ainda vai prestar depoimento.

Presos três encarregados de 'cobrança'

Em operação conjunta do Regimento de Polícia Montada (RPMont) e da 35ª DP, três homens foram presos na comunidade Vilar Carioca, em Inhoaíba. Eles são acusados de serem os responsáveis pelo recolhimento das taxas cobradas às cooperativas de vans pela Liga da Justiça.

Segundo o comandante do RPMont, tenente-coronel Weber Collyer, os policiais foram checar denúncia de que Batman estaria com outros milicianos na Rua Realeza. O relatório da CPI das Milícias também afirma que o ex-PM, enquanto esteve preso em Bangu 8, continuaria comandando a venda de gás na região.

Batman não foi encontrado, mas os policiais localizaram os três homens em um Gol branco, armados com um revólver 38 de numeração raspada. "Eles admitiram informalmente ao policial da supervisão que faziam a cobrança para os milicianos. Os três estavam com R$ 346. Temos dados de que Batman, ao fugir da cadeia, queria retomar o controle enfraquecido", afirmou.

Os presos são José Alberto da Silva Filho, 27 anos, Raimundo Farias de Mesquita, 26, e Gideão Garcia da Cruz, 27. Eles foram autuados por porte ilegal de arma e formação de quadrilha armada.

O Siena semelhante ao usado nos dois crimes e apreendido pela Delegacia de Roubos e Furtos de Autos (DRFA), em Maricá, foi roubado no dia 31 de dezembro, na avenida Presidente Dutra, altura da Pavuna. O carro está sem as rodas e passará por perícia.

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