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Polícia

Promotor usa maquete de apartamento do casal Nardoni

23 mar 2010 - 12h16
(atualizado às 17h28)
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Hermano Freitas
Direto de São Paulo

O promotor Francisco Cembranelli usou pela primeira vez no final da manhã desta terça-feira uma maquete do apartamento do edifício London, de onde a menina Isabella Nardoni caiu no dia 29 de março de 2008. O material foi usado para mostrar aos jurados a trilha de sangue deixada pela menina.

"É lamentável privar Ana Carolina de ver julgamento":

A tônica da participação da delegada Renata Pontes foi contrariar a tese da defesa de que a investigação da polícia foi direcionada para culpar o casal. Segundo a delegada, ao menos três denúncias anônimas sobre a participação de uma terceira pessoa no apartamento foram investigadas quando o casal Nardoni já estava preso e se revelaram trotes.

"A cada nova diligência, tínhamos mais certeza da participação do casal. Só os denunciei porque tinha 100% de certeza, convicção absoluta da participação dos dois no crime", disse. Neste instante do depoimento, Alexandre Nardoni, que acompanhava o depoimento no plenário ao lado de Anna Carolina Jatobá, abaxou a cabeça.

Durante o depoimento da delegada Renata Pontes, o representante do Ministério Público procurou mostrar a competência da policial, com participação em mais de 130 exames de local de crime. Ela afirmou ainda que o casal não foi maltratado ou pressionado. No entanto, foi confirmado um momento em que uma delegada chamou Nardoni de "assassino".

O depoimento da delegada teve início às 10h05 e é o primeiro do segundo dia de julgamento.

O caso

O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O júri popular ouve 16 testemunhas , sendo 11 arroladas pela defesa, três compartilhadas entre advogados do casal e acusação e duas do Ministério Público. Seis foram dispensadas pela defesa ainda no primeiro dia e uma, pela acusação.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

Fonte: Redação Terra
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