Polícia investiga sítio em que traficante se escondia em MG
A polícia vai investigar a compra do Sítio Figueira, onde o traficante Márcio da Silva Lima, o Tola, estava escondido em Durandé, Minas Gerais. Tola era chefe do tráfico nas comunidades de Senador Camará e Vila Aliança, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro. A propriedade, onde ele estava desde o dia 18 de abril, tem 19 hectares, o que equivale a 190 mil metros quadrados.
Tola se afastou de seu reduto depois que os líderes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) Márcio José Sabino Pereira, o Matemático, e Nei da Conceição Cruz, o Facão, receberam o benefício do trabalho extra-muros, no início deste mês, e não voltaram para a cadeia. Tola, então, sentindo-se ameaçado, levou a família para o sítio comprado em nome dos sogros.
A propriedade foi comprada em maio de 2006 por R$ 38 mil, de acordo com a escritura registrada no cartório da Comarca de Manhumirim, município de Durandé. À época, a fazenda tinha 15 mil pés de café em produção. De acordo com dados do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural, declarado à Receita Federal, em 2007 o sítio valia R$ 39,3 mil.