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Polícia

PM divulga ruas da Rocinha e Vidigal que serão bloqueadas

12 nov 2011 - 18h19
(atualizado às 18h48)
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A Polícia Militar do Rio de Janeiro divulgou, no final da tarde deste sábado, os oito pontos que serão bloqueados em vias próximas à favela da Rocinha e ao morro do Vidigal. O fechamento ocorrerá às 2h30 e faz parte da preparação para a ocupação policial das duas regiões. A ação policial tem o objetivo de "recuperar o território" sob o controle do crime organizado e contará com a maior mobilização da Marinha do Brasil em apoio à Secretaria da Segurança Pública do Rio de Janeiro.

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A PM informou que, por razões de segurança, "só será permitida a circulação de veículos oficiais envolvidos na operação". Em situações de emergência, porém, poderá será autorizada a passagem de veículos, desde que comprovada a condição de morador e que "não implique riscos à operação e ao cidadão".

Os pontos a serem bloqueado são: avenida Prefeito Mendes de Moraes com avenida Niemeyer, sentido Vidigal; rua Visconde de Albuquerque no acesso à avenida Niemeyer, sentido Vidigal; avenida Padre Leonel Franca, sentido Barra da Tijuca, no acesso ao Planetário da Gávea; estrada das Canoas, no fechamento do acesso vindo do Alto da Boa Vista; rua Marquês de São Vicente com rua Cedro; avenida Ministro Ivan Lins no acesso ao Elevado do Joá; Barrinha no acesso à Estrada do Joá e auto Estrada Lagoa-Barra, no primeiro retorno após o Mercado Zona Sul, sentido Leblon.

A polícia diz que não há previsão de abertura das vias até que a coordenação geral da Operação Choque de Paz avalie que existem condições apropriadas de segurança para o trânsito nos locais. O Comando da Operação aconselha que as pessoas evitem, excepcionalmente, circular nas vias próximas nos horários que antecedem as ações das forças policiais.

A Marinha disse hoje que vai disponibilizar 194 homens (19 oficiais e 175 praças) e 18 blindados em apoio às forças de segurança do Estado do Rio de Janeiro para a ocupação. Como comparativo, a organização tem hoje 299 homens de seu contingente no Haiti e utilizou 127 na ocupação do Complexo do Alemão, no ano passado. De acordo com Yerson de Oliveira Neto, capitão de mar-e-guerra da Marinha, o grupo está pronto para enfrentar as situações mais adversas.

A prisão de Nem

O chefe do tráfico da favela da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi preso pelo Batalhão de Choque da Polícia Militar no início da madrugada de 10 de novembro. Um dos líderes mais importantes da facção criminosa Amigos dos Amigos (ADA), ele estava escondido no porta-malas de um carro parado em uma blitz por estar com a suspensão baixa, em uma das saídas da maior favela da América Latina -, que havia sido cercada por policiais na noite do dia 8 de novembro.

Desde o dia anterior, a polícia já investigava denúncias de um possível plano para retirar o traficante da Rocinha. Além de Nem, três homens estavam no carro. Um se identificou como cônsul do Congo, o outro como funcionário do cônsul, e um terceiro como advogado - a embaixada da República do Congo, entretanto, informou não ter consulados no Rio. Os PMs pediram para revistar o carro, mas o trio se negou, alegando imunidade diplomática. Os agentes decidiram, então, escoltar o veículo até a sede da Polícia Federal. No caminho, porém, os ocupantes pediram para parar o carro e ofereceram R$ 1 milhão para serem liberados. Neste momento, os PMs abriram o porta-malas e encontraram Nem, que se escondia com R$ 59,9 mil e 50,5 mil euros em dinheiro.

Nem estava no comando do tráfico da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado, junto de João Rafael da Silva, o Joca, desde outubro de 2005, quando substituiu o traficante Bem-te-vi, que foi morto. Com 35 anos, dez de crime e cinco como o chefe das bocas de fumo mais rentáveis da cidade, ele tinha nove mandados de prisão por tráfico de drogas, homicídio e lavagem de dinheiro. Nem possuía um arsenal de pelo menos 150 fuzis, adquiridos por meio da venda de maconha, cocaína e ecstasy, sendo a última a única droga consumida por ele. Com isso, movimentaria cerca de R$ 3 milhões por mês, graças à existência de refinarias de cocaína dentro da favela.

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Fonte: Terra
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