Para pai de Zé Elias, Justiça é coercitiva: ou paga, ou é preso
O pai do ex-jogador Zé Elias, José Elias Moedim, afirmou ao Terra na tarde desta terça-feira que "a legislaçao é coercitiva. Ou paga, ou vai para a prisão". Segundo ele, que cuidava das finanças do atleta, até jogar na Inter de Milão "ele (Zé Elias) tinha um certo ganho. Depois ele casou e diminui um poquinho".
Ainda de acordo com o pai, o filho está detido com outras 50 ou 60 pessoas presentes nas diferentes celas do 33° DP. Enquanto não volta para casa (a previsão é que ganhe liberdade na sexta-feira, quando finda o prazo de 30 dias de reclusão), os filhos do atual casamento (um menino que completará 2 anos e uma garota de 4 anos) foram orientados para crer que o pai está em viagem devido ao trabalho de comentarista esportivo. Com relação aos filhos do primeiro casamento, Moedim afirmou que Zé Elias era forçado a registrar boletim de ocorrência e ser acompanhado por assistenes sociais para sair com as crianças.
A advogada do ex-jogador, Gislaine Nunes, criticou durante a entrevista a "morosidade" do Judiciário no julgamento de casos. Ela disse que em 2006 ele ingressou com uma revisional que só agora, após a prisão, foi julgada. A Justiça reduziu o valor da pensão, de R$ 25 mil mensais para um salário mínimo para cada uma das crianças do primeiro casamento.
Zé Elias se entregou à polícia em julho deste ano em cumprimento a um mandado de prisão expedido em julho de 2010 pela 12ª Vara Cível de São Paulo. A ex-mulher cobra na Justiça uma dívida de aproximadamente R$ 1 milhão, em decorrência de atraso no pagamento de pensão mensal de R$ 25 mil a dois filhos, de 10 e 8 anos, o que sua defesa tem afirmado que ele não tem condições de pagar.
O ex-jogador, 34 anos, atuou profissionalmente entre 1993 e 2006, com passagens por clubes como Santos, Bayer Leverkusen, Inter de Milão e Olimpiakos, e chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira.