Pai: vereador preso por injúria racial é vítima de armação
O vice-prefeito de Maricá, Uilton Viana, pai do vereador Uilton Viana Filho, 28 anos, preso em flagrante por desacato e injúria racial, disse que seu filho é vítima de uma armação policial. Ele foi detido na rodovia RJ-104 (Niterói), na madrugada desta quinta-feira. Segundo Viana, a acusação de que o parlamentar teria chamado o cabo do 12° BPM (Niterói) José Carlos Azevedo de "negão" e "macaco" foi inventada pelos policiais, que o teriam espancado antes de saber que se tratava de um vereador.
"Ingressei com um recurso na Justiça para que ele responda ao processo em liberdade. De forma alguma meu filho trataria alguém dessa forma. Não estou questionando a ação da polícia de revistá-lo, mas a barbárie que sofreu", disse o vice-prefeito, que afirmou ter visto ferimentos no rosto, braços e cabeça do filho.
Segundo o delegado titular da 78ª DP (Fonseca), Reginaldo Guilherme, a versão dos policiais é de que o vereador não teria aceitado a multa que lhe foi dada, ao ultrapassar, em alta velocidade, um grupo de motos da PM. "Fizemos um inquérito e vamos avaliar o caso, já que existem duas versões. Se constatada ação violenta dos policiais, pode ter certeza de que eles responderão", disse.
O presidente da Câmara Municipal de Maricá, Luciano Rangel Júnior, afirmou que vai esperar a conclusão do caso. "Se for condenado pelo Judiciário, o parlamentar poderá perder o mandato", disse.
O inquérito foi encaminhado para a 5º vara criminal de Niterói e, segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, ainda nesta sexta-feira pode haver alguma decisão judicial.