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Polícia

Pai revelou que Gil Rugai era um "menino perigoso", diz testemunha

Defesa tentou desqualificar depoimento ao ligar testemunha e vítimas ao tráfico de drogas

21 fev 2013 - 14h00
(atualizado em 21/2/2013 às 12h28)
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Acusado de matar o pai e a madrasta, o ex-seminarista Gil Rugai chega para o início de seu julgamento
Acusado de matar o pai e a madrasta, o ex-seminarista Gil Rugai chega para o início de seu julgamento
Foto: Fernando Borges / Terra

A Justiça ouviu nesta terça-feira, durante julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, o depoimento de uma das testemunhas consideradas mais importantes no processo que acusou o publicitário e ex-seminarista Gil Rugai, 29 anos, de matar a tiros o pai dele, Luiz Carlos Rugai, 40 anos, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, 33 anos, em 28 de março de 2004. Em quase duas horas de depoimento, o instrutor de voo Alberto Bazaia Neto, que dava aulas para empresário, revelou que Luiz Carlos contou a ele que havia discutido com o réu dias antes de morrer, e que demonstrava estar aborrecido com a discussão, pois o filho teria admitido tê-lo roubado. 

Em seu depoimento, o instrutor afirmou que Luiz Carlos teria dito: 'filho é complicado. (...) É um menino perigoso'. "Eu me lembro dessa frase como se fosse hoje", contou o instrutor, ao citar a confidência feita por Luiz Carlos quatro dias antes de ser assassinado.

De acordo com Bazaia Neto, o pai de Gil Rugai contou ainda que descobriu que ele desviou uma grande quantia em dinheiro da produtora dele, e que demonstrou espanto diante da confissão do filho. "(O Luiz Carlos) Me disse que ele falou na conversa da noite anterior: 'pai, me ajuda. Tudo o que eu quero é te foder'", afirmou.

O instrutor afirmou ainda que não conhecia Gil Rugai e admitiu que conhecia a vítima há pouco tempo, mas afirmou que o empresário lhe contou ainda que sua mulher, Alessandra, "não se dava bem" com os filhos dele, Gil e Leo Rugai - este último será testemunha de defesa e irá depor à favor do irmão.

Bate-boca

O depoimento de Alberto Bazaia Neto foi marcado pelo bate-boca entre os advogados do publicitário e ex-seminarista Gil Rugai, 29 anos, e os responsáveis pela acusação. A discussão ocorreu após a defesa tentar insinuar, em plenário, que a família do instrutor de voo tivesse ligação com tráfico internacional de drogas. 

A ação dos advogados do réu provocou indignação da acusação, que viu na estratégia da defesa uma tentativa de desqualificar o depoimento do Bazaia Neto - que é uma dos principais elementos que incriminam Gil Rugai. O promotor Rogério Leão Zagallo pediu ao juiz que ficasse registrado em ata (documento) que houve uma "insinuação" clara por parte dos advogados.

"Isso é nojento", reclamou, exaltado, o advogado e assistente de acusação Ubirajara Mangini Pereira, que representa a família de Alessandra de Fátima Troitiño, madrasta de Gil Rugai, assassinada com Luiz Carlos. "Nojento é o senhor! O senhor se vende a encobrir algumas coisas por alguns tostões", rebateu, também bastante exaltado, o advogado Thiago Anastácio, que representa Gil Rugai.

O promotor, então, interviu na discussão e alertou os advogados de que eles teriam de ter "cuidado", pois poderiam ser responsabilizados pela insinuação. "O pai da testemunha nunca foi réu, nunca foi acusado de ligação com tráfico de drogas. Ele foi apenas testemunha de um processo que investigava o caso", disse Zagallo.

Fonte: Terra
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