Quem é o Azul do PCC, suspeito de ser o mandante do assassinato de Ruy Ferraz
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira foi preso juntamente com dois suspeitos; delegado foi morto em 15 de setembro do ano passado; reportagem tenta contato com defesa
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Azul, líder do PCC, foi preso junto a outros dois suspeitos, acusado de ser mandante do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrido em 2025 como vingança ordenada pelo alto escalão da facção criminosa.
Entre os detidos pela Polícia Civil de São Paulo nesta terça-feira, 13, como suspeitos de serem mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes, está Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Careca ou Azul, um dos líderes do PCC.
Teixeira, de 48 anos, é apontado, segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, como um dos articuladores do mando da ação criminosa, com indícios de participação no planejamento, na coordenação logística e na execução indireta do delito.
Ele foi preso em Jundiaí e teve dois celulares apreendidos.
Além dele, foram presos Marcio Serapião de Oliveira, o Velhote, membro do PCC investigado por apoio estratégico e logístico, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manezinho ou Manoelzinho), também membro da facção criminosa e investigado pelo apoio logístico e operacional.
A reportagem busca contato com a defesa dos três detidos. Assim que conseguir, esta reportagem será atualizada.
Ruy Ferraz foi morto em setembro, em Praia Grande, cidade no litoral paulista onde ele era secretário.
Segundo o Ministério Público de SP, Fontes foi assassinado a mando do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC) como vingança. Ele chefiou a Polícia Civil paulista entre 2019 e 2022.
Em 2006, foi o responsável por indiciar toda a cúpula do PCC, inclusive Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola - e era conhecido por sua atuação contra a facção.
Em 2019, durante a gestão do então delegado geral, Azul foi um dos presos transferidos em 2019 da Penitenciária de Presidente Venceslau, em São Paulo, para presídios federais, a pedido do Ministério Público (MPSP). Ele cumpriu pena em Mossoró (RN) e deixou o presídio no mês passado.