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Polícia

Na hora de brincar, vizinho estranha a ausência de Joaquim

Garoto de 3 anos, que brincava diariamente com vizinho encontrado morto no último domingo, estranha o movimento incomum na frente da sua casa

14 nov 2013 - 14h24
(atualizado às 14h24)
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<b> 14 de novembro - </b>Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
14 de novembro - Moradores de Ribeirão Preto fazem peregrinação até a casa na qual morava o garoto Joaquim
Foto: Vagner Magalhães / Terra

Aos 3 anos, Rodrigo estranha a ausência de Joaquim – notadamente na hora de brincar - ainda que não tenha a exata noção do que aconteceu com o amigo com quem costumava passar as manhãs brincando no quintal. O amigo, da mesma idade, foi encontrado morto na tarde de domingo no Rio Pardo, em Barretos, depois de cinco dias desaparecido. Ambos moravam um em frente à casa do outro, no Jardim Independência, zona norte de Ribeirão Preto.

A bisavó de Rodrigo, Joana Maria da Silva, 77 anos, diz que é comum o garoto perguntar pelo amigo, motivado, inclusive pelo movimento incomum na frente da sua casa. O garoto ainda não entende direito porque tem sido comum ver o amigo de brincadeiras na televisão.

"A gente explica para ele que o Joaquim virou um anjinho", diz a bisavó. O garoto, ouvindo a conversa completa: "ele era meu amigão do peito". A avó de Rodrigo, a dona de casa Aparecida Soares Barbosa, 55 anos, afirma que os dois costumavam passar as manhãs juntos, já que Joaquim ia para a escola durante a tarde. "Era aquela coisa normal de criança. O Joaquim vinha brincar no nosso quintal, o Rodrigo ia na casa dele. Para nós ainda é um choca saber o que aconteceu", diz.

Aparecida diz que a convivência com a família de Joaquim era tranquila, ainda que sem muita intimidade. "Eles viviam a vida deles e nunca percebi nada de anormal na casa. No dia em que o Joaquim desapareceu, a mãe dele, a Natália, tocou insistentemente a campainha da minha casa, à procura do filho. Foi um choque".

Aparecida lembra de Joaquim como um menino bem educado e que adorava brincar. Era aquela coisa de meninos. Jogo de bola, carrinho. Ficavam no tapete da minha sala por horas", afirma.

Ela conta que a rotina só mudou um pouco quando Joaquim foi diagnosticado com diabetes, há cerca de um mês. "A partir daí, meu neto passou a ir brincar mais na casa dele. Até porque, por conta da dieta mais restrita, ficava difícil eu oferecer os mesmos alimentos para os dois".

A mãe e o padrasto de Joaquim foram presos temporariamente, acusados de participação na morte do menino. A psicóloga Natália Mingoni Ponte, 29 anos, e técnico em informática Guilherme Rayme Longo, 28 anos, estão detidos até que o inquérito seja concluído. A defesa de ambos planeja pedir o relaxamento da prisão, já que no entendimento dos advogados não há provas suficientes para que ambos estejam presos.

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no último domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto – cidade na qual o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. O menino era diabético e vivia com a mãe, o padrasto e o irmão Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Fonte: Terra
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