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Polícia

SP: advogado vai pedir revogação da prisão de padrasto de Joaquim

Guilherme Rayme Longo, acusado de participação na morte do menino de 3 anos, foi ouvido na tarde desta quarta-feira pela polícia

13 nov 2013 - 19h45
(atualizado às 21h15)
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O advogado Antonio Carlos de Oliveira, que defende o padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, afirmou nesta quarta-feira que vai pedir, na manhã de quinta-feira, a revogação da prisão provisória do técnico em informática Guilherme Rayme Longo, 28 anos, suspeito de provocar a morte do garoto. O menino de 3 anos foi encontrado morto no domingo, em um rio em Barretos (SP), a 430 quilômetros de São Paulo.

"Antes na rua correndo de certa forma algum risco, do que da forma em que ele está. A prisão não é interessante para ninguém. Dentro do direito penal ela é exceção. Resta à polícia buscar essas provas que possam revelar quem foi o autor desse crime.  Ele não confessa a autoria do crime, sequer a sua participação nele ", disse ele.

Para o advogado não há motivos para que seu cliente ainda esteja preso. "Ele sempre colaborou com a investigação e em nenhum momento é imprescindível que ele esteja preso. Quem decretou a prisão foi o juiz de plantão, não a juíza natural do caso".

O padrasto, que teve a prisão provisória decretada por um período de 30 dias,  prestou depoimento nesta tarde, na Polícia Civil de Ribeirão Preto. De acordo com o defensor, ele manteve a versão de que não teve nenhum envolvimento com a morte de Joaquim. Oliveira disse que Guilherme reforçou ao delegado que chegou a aplicar 30 doses de insulina dias antes do sumiço do garoto para se "acalmar", durante uma crise de recaída para o uso de drogas. O técnico em informática, que é viciado em cocaína, teria pesquisado sobre os "benefícios" da insulina nas crises de abstinência da droga. A insulina era usada para o tratamento do garoto, que sofria de diabetes.

No entanto, Antonio Carlos Oliveira disse que o padrastro nunca aplicou a insulina no garoto quando estava sozinho com ele.  À polícia, ele ainda negou, de acordo com o defensor, que tivesse agido com violência contra a mãe do garoto. Em depoimento na segunda-feira, Natália disse que foi agredida por ele em pelo menos duas oportunidades, enquanto estava grávida do filho do casal, Vitor Hugo, de quatro meses.

"Nunca teve esse tipo de agressão. Eles tinham suas briguinhas corriqueiras. Em nenhum momento consta que ela tenha agredido ela ou ao menino", disse o advogado.

Superdosagem de insulina

Na tarde de segunda-feira, o promotor Marcos Tulio Nicolino, que acompanha as investigações, disse ao Terra que declarações da mãe do garoto dão a entender que Joaquim possa ter sido vítima de superdosagem de insulina, aplicada pelo padrasto.

"Após o desaparecimento, ela (mãe) foi entregar a caneta que era utilizada para aplicar insulina. Nesse dia, o padrasto falou que tinha aplicado em si mesmo 30 doses de insulina. Porém, no dia anterior, ele disse que teria aplicado apenas duas doses", falou o promotor. Segundo Marcus, o padrasto de Joaquim pode ter mudado a sua versão para tentar justificar o uso da insulina. "Depois do aparecimento do menino, ele falou que usou as 30 doses. Ele estaria tentando justificar o desaparecimento daquelas doses, que ele poderia ter aplicado no menino para matá-lo", completou.

O menino era diabético e precisava tomar doses constantes de insulina para sobreviver. Mas, para Marcus, a criança era vista como um problema na vida de Guilherme. "Ela (Natália) passou informações que nos levam a acreditar que o relacionamento dos dois não era harmônico como passado anteriormente. O casal brigava constantemente e um dos motivos era que o Guilherme não aceitava o filho de outro casamento. 'Você tem um pedacinho do seu ex-marido aqui dentro de casa', teria dito ele em algumas ocasiões", falou o promotor.

Diante destas suspeitas, o delegado pediu exames que possam comprovar a existência dessa suposta superdosagem no organismo da vítima. Segundo ele, "todos os laudos já foram providenciados".

Desaparecimento

O corpo de Joaquim foi encontrado no último domingo, nas águas do rio Pardo, no município de Barretos, vizinho de Ribeirão Preto - cidade onde o garoto morava. Um exame preliminar de necropsia apontou que o garoto já estava morto antes de ser jogado no rio, segundo a Polícia Civil. A causa da morte, porém, ainda não foi confirmada.

Desde os primeiros dias do desaparecimento, as buscas foram concentradas na região do córrego Tanquinho e no rio Pardo, onde o córrego deságua. Na quarta-feira, um cão farejador da Polícia Militar realizou o mesmo trajeto ao farejar as roupas do menino e as de seu padrasto.

A Polícia Civil já havia pedido a prisão preventiva da mãe e do padrasto de Joaquim, mas a Justiça havia negado. No domingo, porém, a Justiça concedeu um pedido de prisão temporária dos dois, válido por 30 dias. O menino vivia com a mãe, o padrasto e o irmão, Vitor Hugo.

No boletim do desaparecimento registrado na Polícia Civil, a mãe relatou que acordou por volta das 7h e foi até o quarto da criança, mas não a encontrou. Em seguida, procurou pelos demais cômodos e na vizinhança, também sem sucesso. O garoto vestia uma calça de pijama com bichinhos quando foi visto pela última vez.

Foto: Terra

Fonte: Terra
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