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Polícia

MT: homem pega 35 anos de prisão por estupro e morte de criança

26 mar 2010 - 04h20
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Juliana Michaela
Direto de Cuiabá

Edson Alves Delfino, 31 anos, foi condenado nessa quinta-feira à noite pelo Tribunal do Júri de Cuiabá (MT) por matar e abusar sexualmente do garoto Kayto Guilherme Nascimento Pinto, 10 anos. Delfino foi condenado a uma pena de 35 anos e três meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, atentado violento ao pudor e ocultação de cadáver. Durante o julgamento que durou 12 horas, o auditório do Fórum de Cuiabá esteve lotado por uma platéia formada por estudantes de direito, familiares da vítima, profissionais da imprensa e curiosos.

A promotoria acusava o assassino de que ele sabia que estava cometendo um crime e não possuía transtorno psiquiátrico. Enquanto a defensoria pública afirmava que Delfino possuía um transtorno psiquiátrico e deveria ser recolhido numa cela especial, o perito criminal do Instituto Médico Legal (IML) e psiquiatra, Jonas Valença, negava essa afirmação no seu depoimento. Valença ressaltou que o assassino escolhia as vitimas, tanto que possuía em seu celular a foto de cinco garotos - entre eles Kayto, a vítima.

"Ele (Edson Delfino) é uma pessoa extremamente inteligente, e estava preocupado com o que estava por vir após o julgamento. Delfino matou duas vezes porque as vítimas ameaçaram contar o fato. Acredito que podem ter ocorrido outros atos de pedofilia, mas que não terminaram em mortes, só que ele não revelou, fugindo quando o questionávamos", disse Valença.

Delfino é reincidente nos crimes. Ele abusou sexualmente e matou a pauladas o garoto Anderson Costa da Silva, 10 anos, na cidade de Primavera do Leste (MT), em 1999. O outro garoto que o acompanhava não teria sido assassinado por Delfino porque fingiu estar morto. Por este crime, Delfino foi condenado a 46 anos de cadeia, mas foi beneficiado com a progressão de regime e passou para o regime semi-aberto após cumprir uma parte da pena. Nesse período de quatro meses de liberdade condicional, Delfino começou a prestar serviço no residencial onde morava o garoto Kaito Pinto e se interessou por ele.

Entenda o caso

Kaito Guilherme Nascimento Pinto, 10 anos, foi encontrado morto no dia 17 de abril de 2009 em um terreno baldio perto do Fórum da Capital. Kaíto teria saído de casa no dia 13 de abril para pegar um ônibus com destino à escola, localizada na Avenida Fernando Corrêa da Costa, e não foi mais visto. Edson Alves Delfino foi preso em um ônibus com destino à Campo Grande (MS), confessou o crime e levou a policia até o corpo da criança. Delfino conhecia Kaito, pois tinha trabalhado como servente de pedreiro em uma obra no condomínio onde o menino morava com a família. O condenado trabalhou na pintura do escritório do pai do garoto. Edson Delfino disse em depoimento que pegou o menino no ponto de ônibus e disse ao garoto que daria uma carona até o serviço do pai.

Fonte: Redação Terra
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