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MP vai monitorar ativistas dos Direitos Humanos no Rio

Pessoas que serão monitoradas foram pesquisadas pelo PM preso acusado de matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes

22 mar 2019
15h11
atualizado às 15h26
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O Ministério Público do Rio vai monitorar o risco de todos os parlamentares e ativistas de direitos humanos cujos nomes apareceram no relatório final do inquérito policial sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco.

O relatório detalha as pesquisas feitas online pelo PM reformado Ronnie Lessa, acusado de executar Marielle e o motorista Anderson Gomes em 14 de março do ano passado.

O policial reformado Ronnie Lessa, suspeito na morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, deixa a DH - Delegacia de Homicidios, na Barra, após se negar a depor sobre o caso
O policial reformado Ronnie Lessa, suspeito na morte da vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, deixa a DH - Delegacia de Homicidios, na Barra, após se negar a depor sobre o caso
Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia / Estadão

Os deputados estaduais do PSOL Flávio Serafini e Renata Souza estiveram na manhã desta sexta-feira, 22, reunidos como procurador-geral, José Eduardo Gussen, a quem solicitaram a avaliação de risco para todos os nomes pesquisados.

Matéria do Estado publicada na última quinta-feira revelou que Lessa fez pesquisas sobre Marcelo Freixo e Flávio Serafini. Pesquisou também nomes de pesquisadores e ativistas de direitos humanos da Anistia Internacional, das Redes da Maré e da ONU Mulheres, sobretudo na área de segurança pública.

"Esse assassinato ainda não foi completamente desvendado, precisamos saber quem foi o mandante e qual a motivação. Essas pesquisas sobre defensores de direitos humanos retratam que o caso é de um ataque à democracia. O Estado tem que analisar os riscos e se responsabilizar por todos que foram citados.", afirmou Serafini.

Segundo o parlamentar, Gussen informou que os nomes serão monitorados e, em caso de haver risco, informará para que medidas de segurança como escolta sejam tomadas.

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Estadão
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