0

MP-PR denuncia 21 por tortura a presos no caso Tayná

1 ago 2013
21h20
atualizado às 21h24
  • separator
  • comentários

A coordenação estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) denunciou 21 pessoas por envolvimento no caso de tortura contra os quatro funcionários de um parque de diversões presos em junho acusados do assassinato da adolescente Tayná Adriane de Silva, 14 anos, em junho. Além dos 15 presos preventivamente no início da investigação da tortura (dois policiais civis já estão em liberdade), outras seis pessoas foram denunciadas: outros quatro policiais civis, um “preso de confiança” e um ex-policial militar. 

Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Tayná foi morta no dia 25 de junho, em Colombo (PR)
Foto: Facebook / Reprodução

Entre os denunciados, 19, inclusive o delegado inicialmente responsável pelo caso, Silvan Rodney Pereira, foram acusados formalmente por tortura, um por lesão corporal e uma escrivã por falso testemunho. Ao todo, são 18 policiais denunciados no caso.

Adriano Batista, 23 anos, Sérgio Amorim da Silva Filho, 22 anos, Paulo Henrique Camargo Cunha, 25 anos, e Ezequiel Batista, 22 anos, foram presos em 27 de junho após confessarem o crime.

Depois que um laudo do Instituto de Criminalística apontou não ser de nenhum deles o sêmen encontrado no corpo da menina, eles declararam, em depoimento ao Ministério Público (MP) terem confessado o crime sob tortura. 

As evidências que sustentam a denúncia do Gaeco foram produzidas com base no depoimento de 60 pessoas e laudos do Instituto Médico Legal (IML), que constatou lesões nos presos. Os quatro já estão em liberdades e protegidos pelo Programa de Proteção a Testemunhas.

“Com os depoimentos dos quatro, ouvidos em três oportunidades, dos policiais e de outras testemunhas, concluímos, também com base em provas de que realmente houve tortura”, declarou o procurador Leonir Batisti, coordenador do Gaeco. 

Fonte: Especial para Terra

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade