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Caso Tayná: dois policiais acusados de tortura ganham liberdade no PR

29 jul 2013
19h33
atualizado às 19h34
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<p>Um grupo de moradores de Colombo revoltados com o assassinato de Tayná destruiu brinquedos do parque de diversões</p>
Um grupo de moradores de Colombo revoltados com o assassinato de Tayná destruiu brinquedos do parque de diversões
Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo / Futura Press

Os policiais José Paulo de Freitas e Silva e Lucas Garcia, presos acusados de torturar os quatro suspeitos de assassinar a adolescente Tayná Adriane da Silva, 14 anos, em Colombo, na região metropolitana de Curitiba (PR), foram soltos no final da tarde desta segunda-feira. A Justiça atendeu pedido de liberdade provisória feito pelo advogado André Luis Romero de Souza, que alegou, entre outras questões, que, como estão afastados de suas atividades, a liberdade dos policiais não representa risco às investigações.

Freitas e Garcia foram presos há duas semanas junto com outras 13 pessoas - entre elas oito policiais - acusados de usarem de tortura para obter a confissão de quatro funcionários de um parque de diversões de Colombo presos como suspeitos do assassinato de Tayná. Após o laudo do Instituto de Criminalística constatar que o sêmen encontrado na calcinha da menina não era de nenhum dos quatro suspeitos, eles alegaram, em novo depoimento, desta vez ao Ministério Público, terem sido torturados até confessar o crime.

Hipótese descartada
A Polícia Civil também descartou nesta segunda-feira a participação direta do proprietário do parque de diversões e de seu filho no crime. Ambos se apresentaram à polícia para coleta de material genético depois de o ex-advogado dos quatro funcionários do parque, Roberto Rolim de Moura, ter afirmado que os proprietários do estabelecimento estavam no rol de suspeitos. A polícia divulgou, nesta tarde, laudo que comprova também não ser de nenhum dos dois o sêmen encontrado na vítima.

Adolescente é estuprada e asfixiada no PR
Gabriele Fidelis de Lima, 15 anos, foi violentada sexualmente e asfixiada. A vítima havia ido a uma festa com amigos e, na volta para casa, durante a madrugada, percorreu um trecho sozinha quando foi abordada por um homem.

Caso Tayná: preso delegado acusado de torturar suspeitosClique no link para iniciar o vídeo
Caso Tayná: preso delegado acusado de torturar suspeitos

No mês de junho, um exame de DNA realizado pela Polícia Científica do Paraná possibilitou a identificação do autor do estupro e morte. Imagens de Everton Marques foram divulgadas pela polícia.

O trabalho iniciou com o levantamento do local do crime. Amostras do sêmen deixado na vítima foram coletadas e encaminhadas para exames no laboratório de DNA. Nesse setor, foi feito o confronto do sangue coletado no depoimento que o suspeito já havia prestado com o sêmen encontrado na vítima, confirmando que as amostras eram da mesma pessoa.

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Fonte: Especial para Terra
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